segunda-feira, 31 de março de 2008

Life goes on, ou não

Depois de meses sem postar, sem nada pra flaar, vivendo uma vida de marasmo misturada com espera, de cansaço com trabalho pesado, de felicidade e tristeza, ou seja, uma vida normal, acho que no momento vale a pena eu voltar e falar algo, acho que agora eu tenho algo pra falar de mim, algo além dos meus contos ou crônicas, sejá lá como queiram classificar.

Eu estou num momento estranho, com a sensação de nadar e morrer na praia, de construir um castelo de cartas gigante e quando ta na última fileira, depois de um ano pra ficar pronto, de eu olhar feliz pro que já tinha sido construído, uma carta mal colocada cai e derruba o castelo todo.A sensação de impotência nessa situação é horrível, de você não poder fazer nada, de simplesmente ver o castelo caindo e por mais que tenha tentando deixá-lo em pé não adiantou. Estou me sentindo meio assim, mas eu tenho ainda alguns amigos com quem eu posso contar, mas mesmo o castelo caindo, eu n ão me arrependo nem um pocuo de gastar horas e dedicação o construindo, e eu amei meu castelo de cartas, foi um tempo muito bem gasto, pena que nem tudo depende da gente.

Vou ver se volto a postar com mais freqüência para as pessoas que não lêem mesmo, porque sei que não entra ninguém, mas pelo menos vou ter algo pr aler daqui uns anos.\o

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Pnsão Alimentícia S/A

Não resisto a comentar a história do senador suspeito de corrupção que teve uma filha fora do casamento. Corrupção é coisa pra Justiça tratar, mas sobre ética qualquer um pode refletir - ou a falta dela. Hoje em dia, pós-exame de DNA, tornou-se comum: você transa com uma mulher, às vezes só por uma noite, ela engravida e, depois de provar que o filho é seu, o obriga a pagar pensão.

Com certa dose de dor-de-cotovelo por ser a amante de uma gata, a esposa traída pelo tal político resumiu a bagunça à seguinte frase: "Homem é mesmo muito besta". Para ela, seu queridinho caiu em um golpe: teria sido "vítima" da sedução da bela jovem jornalista. Acho ridículo esse raciocínio. Mas...

Sempre me intrigaram esses casos de homens poderosos cujas namoradas (ou amantes ou casos fortuitos) engravidam sem o seu consentimento. Sem consentimento em termos: a princípio, um cara que não é vasectomizado ou estéril deve sempre partir do pressuposto que pode gerar um filho. Portanto, o erro fundamental é do homem. se não quisesse ter filho, que usasse camisinha, ora.

Uma vez empenhada, é raríssimo que uma mulher submeta seu filho a um teste de DNA sem ter a certeza de que o sujeito é o pai da criança. Além de ser um total mico se der negativo, só uma pessoa totalmente promíscua poderia não saber que foi fulano ou beltrano o autor da proeza. os jogadores de futebol que o digam. Quantos deles já não se viram numa situação semelhante e não deu outra: gol pras maria-chuteiras...

A questão pra mim é a seguinte: se o interesse dessas moças, como elas dizem, é salvaguardar as crianças, por que optaram por tê-las sabendo que não iriam ter pai? Se só pensavam no bem-estar os pequenos, como não se deram conta de que é importante pra eles ter pai e mãe? Ou acasos roqueiros de fama internacional que só vêem o filho brasileiro uma vez por ano (e olhe lá) podem ser considerados "bons pais"?

É mentira delas. A última coisa que essas mulheres pensaram foi na criança. Tiveram o bebê algumas por vaidade de ter um filho de pai famoso, outras por puro interesse. A paternidade, para elas, se resume a pagar pensão alimentícia. De preferência a mais alta possível, para cobrir os futuros danos psicológicos na criança dessa ausência paterna. haja empreiteiro amigo pra ajudar.

O mais interessante é que antigamente o chamado "golpe da barriga" era feito por uma razão até um pouco mais "nobre", vá lá: A mulher apaixonada embuchava pra tentar agarrar o amado. Hoje nem isso.

Ter filhos é uma decisão que se toma a dois. Aind amais hoje em dia, quando muitos homens estão dispostos a participar da criação, a dar carinho, a dividir as tarefas. pensar o contrário é machismo também: "Ah, a mãe é mais fundamental que o pai...". Não, não é. Ambos são fundamentais. Quem põe um filho no mundo sem se preocupar se ele terá pai - pai de verdade, não um nome no registro civil - é egoísta. E egoísmo não combina nada com maternidade.

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Ó Suzana

Quatro de Fevereiro de 2007 entrará para a história das relações entre os sexos. Em livros e teses de mestrado, psicólogos e sociólogos que ainda usam fraldas vão registrar a reviravolta definitiva. Nesse dia, a atriz Suzana Vieira perdoou e recebeu de volta à casa - com um delicioso churrasco de boas-vindas - o marido. Reconciliou-se, assim, com o homem que a humilhou publicamente. E, um mês depois, ela ainda teve ânimo para assumir o corno no Fantástico!

Vamos aos fatos. No dia 20 de Dezembro de 2006, Marcelo da Silva, o policial militar desposado por Suzana, foi preso no motel Queen por agressão a uma garota de programa chamada Fabiana. O veículo da SV Produções, usado pelo PM, foi recuperado dias depois no motel por funcionários da empresa da atriz. Uma vez liberado, Silva internou-se numa clínica de reabilitação da qual saiu direto para o churrasco. Esses acontecimentos foram noticiados por jornais e revistas do país inteiro.

Permita reiterar. O marido foi flagrado com outra num motel. Era uma prostiuta! Usava o carro da esposa! Estava bêbado ou pior! Isso aconteceu 81 dias após o casamento!! Cinco dias antes do Natal!!! E todo mundo ficou sabendo!!!! Todo mundo mesmo!!!! Pior: agora, o casal pode ter de pagar 70 mil reais que Fabiana pede por "danos morais" (um aparte: só no Brasil...)

Rapazes, regozijem-se! Suzana Vieira inaugurou um novo padrão de "mulher compreensiva". As outras podem até dizer que ela já passou um pouco do ponto, mas devem admitir que é bonita, simpática, rica e que, portanto, poderia arrumar outro bonitão para chamar de seu num estalar de dedos. Assim, não podem atribuir tal atitude a falta de opção, medo da solidão ou qualquer outra condição, social ou psicológica, desfavorável.

Leia-se: o jogo virou ainda mais a nosso favor. Afinal, o que é chegar em casa trêbado, às 3 da manhã, após um hapy hour com os colegasou um singelo pôquer com amigos frente à robusta obra do Sr. Marcelo da Silva? Nada! Os pequenos deslizes pelos quais homens de todas as idades deste Brasil são penalizados há décadas tornaram-se, de uma hora para outra, quase insignificantes. Graças a Suzana, estamos um pouquinho mais livres. Namorados e maridos não mais sofrerão repreensões, broncas ou mesmo admoestações descabidas. É claro que elas não se tornarão mais tolerantes à infidelidade! Isso é de nascença. Mas, agora, há uma nova escala de gravidade para os delitos conjugais. Estabeleceu-se a mãe de todos os precedentes!

O novo padrão exigirá novas atitudes femininas. Ao perceber a chegada do homem atrasado ou bêbado, por exemplo, não será mais do que obrigação da boa companheira ficar quietinha na cama, fingindo sono, e deixá-lo descansar em paz. Aliás, correto mesmo seria oferecer-lhe um café ou uísque. É o mínimo que podemos esperar. O quê? Suzana recebeu seu adúltero com um churrasco!

É claro que uma transformação social dessa magnitude não acontece da noite para o dia. Temos de entender se, a princípio, continuarmos sendo espinafrados por ofensas leves. Nesses casos, mantenha a calma e diga, em tom condescendente: "Você está agindo como se tivesse me flagrado num motel com uma prostituta". Em alguns anos, você poderá dizer: "Poxa amor, seja mais suzana", pois o Aurélio há de reconhecer que, de tão inusitada, a atitude merece novo adjetivo.

Então, companheiro, ligue para os amigos e marque uma boa fara. Chute o pau da barraca mesmo. Desligue o celular, deixe o relógio de lado e vá se divertir, vá tomar todas. Quando finalmente encontrá-la, confira se não há uma mudança na atitude de sua digníssima. E depois me conte, porque eu não sou louco de tentar isso alguma vez na vida. :)

PS1: Eu não sou machista, foi só porque eu com todo meu ócio estava vendo o programa da Sônia Abrão (sic) e estavam falando sobre isso e me inspirei.

PS 2: Desculpem a demora, mas nesse tempo muita coisa aconteceu, boas e ruins, as ruins eu não vou falar, a boa foi que eu fui pra casa do Fael e ele veio pr aminha casa. Foi a melhor parte do ano até agora, conhecer um cara tão foda assim :)

VIP :)

terça-feira, 17 de julho de 2007

Mini -Férias

queria postar algo legal hoje, mas meu dia foi muito corrido e agora to atrasado, vou viajar até dia 23, então quando eu voltar eu posto algo praqueles que ainda lêem esse blog. Boa viagem pra mim :)

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Mentindo de pé junto

"Juntos até que a morte nos separe". Que lindo, que romântico! Falando sério: como alguém pode dizer isso sem cair na gargalhada? Tá, as cidades andam violentas, e não sabemos se vamos ser atingidos por uma granada quando atravessarmos a rua , mas, tirando a possibilidade de um desastre amanhã pela manhã, hipotecar o futuro é algo complicado, né não?

Juras de amor eterno são iguais a tatuagem: assumimos como verdade eterna nossa vontade presente e ignoramos completamente as mudanças que, por certo, virão (e, provavelmente, mudarão drásticamente nossas certezas). Pode ser muito legal, hoje, tatuar o "Bob Esponja" na bunda ou olhar nos olhos da Ziguifrida e declarar em tom solene que a ama mais-que-tudo-pra-todo-o-sempre-amém. Mas, amanhã, o "Bob Esponja" pode virar coisa de boiola (se já não for) e os hábitos sexuais bizarros da Ziguifrida se mostrar incompatíveis com sua criação de bom menino. E aquele belo e sonoro "pra sempre" vai, de repente, se tornar uma tremenda lorota (ainda bem que resta a opção de apagar a tattoo e pedir o divórcio).

Vivo falando nunca mais - o que é tão pretensamente eterno quanto pra sempre - e por isos não sou das pessoas mais indicadas pra dissertar sobre o assunto. Bom, pelo menos tenho semancol suficiente pra sacar que essa atitude sabe-tudo é ligeiramente estúpida... Pior que eu são os santos seguidores da fé cristã que ainda não perceberam que esse juramento pode parecer muito bonito, mas é um sádico que mata bem devagarinho. E, em vez de causar a dita obediência à "vontade de Deus", só causa uma sensação péssima de fracasso emocional cada vez que uma relação dá errado (de acordo com o preceito religioso de dar certo: durar até o funeral, não importando quão atribulado ou infeliz seja o percurso do altar até a coroa de flores).

Antes de me chamarem de qualquer coisa, já vou dizendo que acredito no amor, tenho fé que duas pessoas, independente do sexo dos envolvidos, possam viver felizes e trocando apelidinhos por um bom tempo. O que não ouso ditar é o que significa esse "um bom tempo"; sei lá se serão meses, anos ou dias. Aliás, o sucesso de uma relação não deveria ser medido pelo calendário. Ninguém mede, por exemplo, o sucesso de uma receita pelo tempo que demorou pra ficar pronta, e sim pelo prazer de comê-la. Com um casamento/namoro/enrosco deveria ser a mesma coisa. Tirando o fato de que comemos ou somos comidos (esse somos foi só pra generalizar, por favor não entendam mal :x) sem pesar ingrediente nenhum.

Esse não é um discurso anti-espontaneidade: se você está a fim de falar que nada pode ofuscar a paixão eterna e bela como o pôr-do-sol na Baía de Guanabara que você tem por ela, vai lá. Todos precisamos de momentos assim para relembrar. Seria chato demais se fôssemos sensatos sempre.

Eu mesmo já jurei coisas que, depois, admiti serem uma tremenda furada. Faz parte. Só não sou pretensioso a ponto de definir meu futuro a partir do que quero hoje pr amim. Sigo acreditando em algo bem simples, que coloco em prática todos os dias: não juro. Simplesmente vou vivendo, sendo feliz ou não e vendo no que dá. É muito mais honesto. E, na verdade, é tudo o que eu posso fazer.

PS.: parei de postar um pouco por motivos de saúde, tava fodaaaa.

VIP :)

terça-feira, 3 de julho de 2007

Você é apenas um menino


Você é um menino. Treze, catorze anos. Inseguro, tímido. Começa a se interessar pelas mulheres. E não vai demorar para perceber que mulheres e problemas aparecem juntos em sua vida. Você não sabe lidar com o mundo novo no qual está entrando. Sua voz está mudando. Os pêlos estão aparecendo. O futebol já não é seu único interesse. Aparecem os primeiros bailes. Você não sabe direito que roupas escolher. As sugestões de sua mãe lhe parecem horríveis. Mãe nunca acerta na roupa do filho, uma lei tão velha e tão eterna quanto as estrelas no céu e as ondas no mar. Ser criança era muito mais fácil.

E então você olha para os garotos um pouco mais velhos. Eles estão nas classes um ou dois ou três anos mais adiantadas que a sua. Seu olhar mistura admiração e inveja. Eles parecem tão seguros. Tão confiantes. Alguns ameaçam um bigode, uma barba. A voz jha está definida. E as meninas da sua classe estão apaixonadas por eles, não por você. Eles são mais altos que você. Eles são melhores que você. Já devem até ter dormido com alguma menina. E você jamais viu uma mulher nua que não fosse sua mãe ou não estivessse numa revista. Eles se libertaram daqueles programas sem graça com a família. Mas seu dia chegará. Os dias hão de passar. Você vai crescer e seus problemas desaparecerão. Você será um homem firme, forte, como os caras mais velhos.

E eis que você é como eles. Os caras maiores que você via de longe. Você imaginava que sua vida seria outra. Mas não foi bem assim. Você cresceu, sua voz engrossou. Você até viaja sozinho, sem os pais, com os amigos. A virgindade ficou pra trás, mas você já percebeu que o sexo não é o fenômeno extraterrestre que você pensava ser antes de experimentá-lo. É bom, às vezes muito bom, algumas vezes ótimo. Mas não é coisa de outro mundo. A terra não treme sempre ao se fazer sexo, ao contrário do que você sonhava. Você já é um homem. Ou quase um homem. E pensava que a segurança máscula viesse com o tempo, com a mesma naturalidade com que a terra se molha quando vem a chuva. Mas não.

E então você olha para os homens feitos. Formados, empregados. Alguns casados. eles, sim, são os típícos homens. Basta olhar para o andar seguro, o olhar firme. Eles não têm dúvidas, não têm medos como você. Os mais ricos têm carros chiques. Pagam com cartões de crédito, e não com o dinheiro pedido a seu pai, como você. Uns vestem gravatas que devem valer duas mesadas suas. Alguns têm um cartão em que estão escritos os nomes e o cargo. Nada parece ser capaz de abalá-los. Eles não sentem vontade, nas noites escuras, de pedir um refúgio na cama de seus pais. Você sente, às vezes. Seja honesto: você fez isso outro dia.

Seu dia chegará. E chegou. Você se formou. Arrumou um emprego promissor. Tem um cartão profissional. O carro podia ser melhor, mas é bom. Tem ar-condicionado e som. O namoro é firme. Deve terminar em casamento. Seu armário tem até um blazer Armani que você comprou num momento de entusiasmo e desvario. Mil reais. Você parece o cara mais seguro do mundo, como todos os seus colegas e amigos. Mas só parece. Lá dentro continua uma criança, como todos os seus colegas e amigos. Todos disfarçam bem. Todos aprenderam que ser homem é ser forte. Você queria gritar socorro, mas não convém demonstrar fraqueza. Você queria se abrigar no colo de seu pai, mas ele já não está lá. E então você ri, porque a vida é mesmo engraçada, repleta de crianças fingindo-se de homens até o último dos dias.
PS: Em duas semanas estarei indo pra Judge of Outside na casa do oOmpa very nice gay, ops guy :)))) vai ser foda
VIP :)

sexta-feira, 29 de junho de 2007

A mulher infiel


Talvez nada nos apavore tanto quanto a idéia de que estamos sendo traídos. É engraçado. Sentimos um medo pânico dessa hipótese. E no entanto, nós mesmos, homens, tratamos de dar uma dimensão patética a isso ao usar desenfreadamente palavras como corno e chifrudo. O homem gosta de trabalhar contra ele mesmo. Poucos insultos têm, para nós, o poder destruidor de corno ou chifrudo. Quando estamos com raiva de alguém, mas com muita raiva mesmo, gritamos, nem que seja mentalmente, que se trata de um corno. Corno manso, então, alcança uma escala ainda maior, eu diria mesmo inatingível pela concorrência, na lista das ofensas.


Você. Você mesmo. Alguém o irritou? Claro: o cara é um chifrudo. Você gosta até de, com as mãos, armar chifres imaginários nas piadas com os amigos. Mas espere um pouco: eu também faço isso. (Que papel ridículo e hipócrita o meu de dar sermão sobre um vício que pratico) Todos nós, na verdade, fazemos o mesmo. Ou quase todos nós, salvo os santos e os iogues. Xingamos, desabafamos e nos divertimos com os cornudos e os chifrudos que nos rodeiam.


Tudo bem. Quer dizer, tudo bem até que você descubra que foi traído. Que todas aquelas piadas parecem ter sido feitas pra você. Não basta a realidade de um outro homem invadindo a nossa namorada ou a nossa mulher. Logo acrescentamos as imagens produzidas por nossa mente, destrutivamente criativas nessas horas. Todos os detalhes aparecem diante de nós: as carícias, as preliminares. É virtualmente impossível deixar de pensar no ato de baixar a calcinha. Ou pior, ser baixada. E depois, bem, o que vem depois é como um roteiro de filme erótico: gemidos, palavras obscenas, êxtases insuportáveis. É também difícil deixar de ver o cara com um cigarro, encerrada a maratona sexual que nossa mente criou tão vivamente, com o triunfal sorriso de escárnio dos soldados conquistadores depois de vencida a batalha definitiva. É o inferno na versão masculina.


Não é de espantar a desesperada agonia que costuma nos tomar de assalto quando sabemos que fomos traídos. Uns homens matam, outros morrem, alguns matam e morrem. Surge imediatamente aquela indagação perplexa e infantil, em geral acompanhada de um chute na parede: justo eu? Eis o paradoxo: achamos incrível, inaceitável algo que é tão comum, tão velho quanto comer bananas. No instante em que eu escrevo esta frase, inúmeros homens estão sendo traídos. Por que só você e eu, entre todos os homens, haveríamos de estar livres do risco de sermos enganados?


A maior das ilusões é achar que o que acontece aos outros não pode acontecer a nós. Isso vale para tudo: doenças, perdas, demissão, ciúmes. Quando entendemos que todos têm seus problemas, que não somos apenas nós que carregamos um peso considerável, as adversidades perdem pelo menos parte de seu impacto. Então recorro a uma frase pronta: o que distingue as pessoas é a maneira como elas lidam com os problemas. Os mais fracos sucumbem até diante de uma brisa (me incluo nessa). Os mais fortes aceitam a vida como ela é, com suas inevitáveis asperezas. E resistem a tempestades. Ser traído não torna melhor ou pior ninguém, não engrandece nem diminui ninguém. É um fato tão comumu quanto tudo que existe sob o sol. Ao transformá-lo em algo extraordinário, damos-lhe um peso cruelmente equivocado e sofremos muito além do razoável.


VIP :)