sexta-feira, 29 de junho de 2007

A mulher infiel


Talvez nada nos apavore tanto quanto a idéia de que estamos sendo traídos. É engraçado. Sentimos um medo pânico dessa hipótese. E no entanto, nós mesmos, homens, tratamos de dar uma dimensão patética a isso ao usar desenfreadamente palavras como corno e chifrudo. O homem gosta de trabalhar contra ele mesmo. Poucos insultos têm, para nós, o poder destruidor de corno ou chifrudo. Quando estamos com raiva de alguém, mas com muita raiva mesmo, gritamos, nem que seja mentalmente, que se trata de um corno. Corno manso, então, alcança uma escala ainda maior, eu diria mesmo inatingível pela concorrência, na lista das ofensas.


Você. Você mesmo. Alguém o irritou? Claro: o cara é um chifrudo. Você gosta até de, com as mãos, armar chifres imaginários nas piadas com os amigos. Mas espere um pouco: eu também faço isso. (Que papel ridículo e hipócrita o meu de dar sermão sobre um vício que pratico) Todos nós, na verdade, fazemos o mesmo. Ou quase todos nós, salvo os santos e os iogues. Xingamos, desabafamos e nos divertimos com os cornudos e os chifrudos que nos rodeiam.


Tudo bem. Quer dizer, tudo bem até que você descubra que foi traído. Que todas aquelas piadas parecem ter sido feitas pra você. Não basta a realidade de um outro homem invadindo a nossa namorada ou a nossa mulher. Logo acrescentamos as imagens produzidas por nossa mente, destrutivamente criativas nessas horas. Todos os detalhes aparecem diante de nós: as carícias, as preliminares. É virtualmente impossível deixar de pensar no ato de baixar a calcinha. Ou pior, ser baixada. E depois, bem, o que vem depois é como um roteiro de filme erótico: gemidos, palavras obscenas, êxtases insuportáveis. É também difícil deixar de ver o cara com um cigarro, encerrada a maratona sexual que nossa mente criou tão vivamente, com o triunfal sorriso de escárnio dos soldados conquistadores depois de vencida a batalha definitiva. É o inferno na versão masculina.


Não é de espantar a desesperada agonia que costuma nos tomar de assalto quando sabemos que fomos traídos. Uns homens matam, outros morrem, alguns matam e morrem. Surge imediatamente aquela indagação perplexa e infantil, em geral acompanhada de um chute na parede: justo eu? Eis o paradoxo: achamos incrível, inaceitável algo que é tão comum, tão velho quanto comer bananas. No instante em que eu escrevo esta frase, inúmeros homens estão sendo traídos. Por que só você e eu, entre todos os homens, haveríamos de estar livres do risco de sermos enganados?


A maior das ilusões é achar que o que acontece aos outros não pode acontecer a nós. Isso vale para tudo: doenças, perdas, demissão, ciúmes. Quando entendemos que todos têm seus problemas, que não somos apenas nós que carregamos um peso considerável, as adversidades perdem pelo menos parte de seu impacto. Então recorro a uma frase pronta: o que distingue as pessoas é a maneira como elas lidam com os problemas. Os mais fracos sucumbem até diante de uma brisa (me incluo nessa). Os mais fortes aceitam a vida como ela é, com suas inevitáveis asperezas. E resistem a tempestades. Ser traído não torna melhor ou pior ninguém, não engrandece nem diminui ninguém. É um fato tão comumu quanto tudo que existe sob o sol. Ao transformá-lo em algo extraordinário, damos-lhe um peso cruelmente equivocado e sofremos muito além do razoável.


VIP :)

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Pra não perder o costume

Bem, quem me conhece, tá familiarizado com meus chorinhos, e olha só, eu ainda não fiz nenhum nesse blog né? Então tá na hora de me abrir (sem pensar bobeira por favor) um pouco aqui e desabafar meus problemas, porque aqui é um ótimo lugar pra isso.

Eu fico lendo sobre todas as vezes que escrevi sobre meus problemas, e 90% das vezes é sempre a mesma coisa, carência. Falta de algu´m que realmente queira te escutar, falta de ouvir uma palavra boa, um scrap legal, um telefonema, essas coisas aumentam a auto-estima das pessoas, e a minha tá lá embaixo, sabe aquela sensação de dever cumprido? De que você é importante pra alguém no mundo? É mais ou menos isso. Ser reconhecido de alguma maneira boa de vez em quando, e ouvir ou saber que você tem pessoas que gostam, a necessidade de saber disso é quase palpável, é quase algo concreto. E faz falta pra cara****.

Talvez apareça um ou dois falando que eu choro de barriga cheia, e blá blá blá, mas é preciso de vez em quando, sei lá com que freqüência, eu ficar sabendo disso e eu tertotal certeza absoluta disso, porque de vez em quando a gente pensa que é esquecido. Carinho nunca é demais, em qualquer tipo de relação.

É talvez eu esteja chorando de barriga cheia mesmo, será?

:)

Só pra falar que eu não estou nos meus melhores dias, pra quem se interessar em saber claro.

\o

terça-feira, 26 de junho de 2007

Enxurrada de lágrimas


Antes de entrar no assunto, vamos estipular algumas regras. Primeira: mulher chora mais que nós, homens, e isso não tem relevância aqui. Azar o nosso. Segundo: não importa se esse chororô é justificado. Para efeito da análise que vou sugerir, é importante saber a causa do choro, mas não se essa causa é suficiente e válida para prantear. Faz de conta que é, e acabou. Terceira regra, imposta por mim porque o texto é meu: as mulheres que choram com mais freqüência são seres humanos melhores. Chorar lava a alma e tira as tensões do pescoço. Quando uma mulher estiver chata que só, recomendo: leve a moça para assistir Pontes de Madison, e você vai ver que seda ela vai sair.


Feitos esses destaques, vamos ao ponto: como reagir diante de uma mulher chorando? Bom, depende. Depende se ela vai chorar com você, longe de você, com outra pessoa ou sozinha no canto dela.


Uma mulher chorando com você - só você, ela e, vá lá, um garçom - é uma dádiva. Se ela está ali na sua frente, o motivo da tristeza mais cedo ou mais tarde vai ser contado. Portanto, não existe o desespero do "Que foi, me conta?". Você vai ficar sabendo da causa do choro e aí (sem julgamentos, lembra?) pode passar pro melhor da história: aproveitar. Tire as más intenções do caminho; me refiro à beleza da coisa toda. Repare na boquinha de uma mulher chorando, que coisa linda. Os lábios se curvam para baixo, evoluem pra um bico. O queixo enruga, o nariz fica vermelho. É um choro íntimo, esse. Você e ela se conhecem bem, e você tem a obrigação de oferecer o ombro. Ela, aninhada, vai te abraçar forte, vai resistir por um segundo pra daí debulhar-se de vez. Muito gostoso e recompensador. Depois de conhecer uma mulher nesse estado, olho inchado, nariz escorrendo, você finalmente pode se considerar cúmplice dela, dois parceiros, um par.


Agora, tem o choro do qual você é testemunha ocular, mas não participa. Você é um eventual espectador. Acontece no trânsito com a menina do carro ao lado, no bar com o casal da frente. Esse é ruim. Você não sabe o motivo e torce pra não ser nada. E, pior de tudo, não pode ir lá ajudá-la a subir do buraco. É ruim, aflitivo, e a solução é uma só: saia de perto. Ela quer sossego, eles se entendem. Respeite, paciência.


Tem o choro a distância, pelo telefone. Você está no trabalho e ela liga. É espetacular. Indica intimidade, você vai saber o porquê da melancolia e conseguir consolá-la um pouco. E ela quer isso mesmo, por essa razão ligou. Então, dê o carinho que ela quer. Esse choro é ótimo; coloca sua vida numa perspectiva maior. Qual é a verdadeira importância daquele trabalho diante do choro dela?


Deixei por último o mais complicado: o choro por terceiros. Funciona assim: alguém te conta que fulana andou chorando. Pode ser uma pedrada, ou pode ser tanto faz. Depende muito da importância que a tal fulana tem na sua vida. Se é só uma conhecida, você toca a bola pra frente. Mas pode ser alguém que você preza. Nesses casos, cuidado mesmo. Porque, se você vier a descobrir o motivo, e o motivo for exatamente você, prepare-se. Chegou a sua vez de ficar agoniado. Tens pra quem ligar?


VIP :)

domingo, 24 de junho de 2007

Recomeço




"A perfect sphere

colliding with our fate.

This story ends where it began"



Octavarium - Dream Theater





Não sei se o post de hoje vai ser grande como os outros, mais suscinto talvez, direto ao ponto. Existem pessoas e PESSOAS em nossas vidas. Pessoas que passam e as que ficam, o que na minha vida são bem poucas. Essas que ficam são especiais, cada uma a sua maneira, essa em especial, pelas brigas, pelas análises, conversas malucas, pelo silêncio e principalmente pela compreensão. Só nós dois saberemos por todos os altos e baixos pelos quais passamos até hoje, todas as implicâncias bestas pra chamar a atenção, e por incrível que pareça isso vai fazer falta.




Só queria agradecer hoje pelos papos, conversas, telefonemas, choros, idéia, discussões, brigas, porque cada uma dessas coisas construiu uma história de amizade bem bacana, deixou isso firme. Algo como um não precisar terminar a frase pro outro saber do que se trata, algo como mesmo não conversando você ter certeza que o outro está ali do lado, enfim, quando alguém é especial esse alguém vai ser lembrado pelo resto da vida, aonde quer que eu esteja, sempre vou ter histórias pra contar.




Boa sorte na nova fase da sua vida, como disse meu chará Marcel Proust: "Se você quer enxergar a vida de uma outra maneira, o que você realmente precisa são de novos olhos", então nessa fase nova, que você tneha novos olhos, mas guarde na mente que você tem um amigo aqui, mesmo não achando isso (momento chorinho que não pode faltar).




Gosto muito de você Tatyzinha :***




:)

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Língua


Pois bem, voltei da viagem, cá estou eu, senti falta de algumas pessoas,valeu muito quem me mando msg no meu celll :* vi que realmente eu faço falta pra alguns :~, senti falta de escrever, acho que estou me acostumando. Bem hoje estou sem idéias, então vou falar sobre a língua oO


"Língua" e "lascívia" são palavras parecidas e intrinsecamente dependentes. Porque, descontadas as papilas gustativas e o movimento propulsor de nossa língua em direção à digestão, nos restam as tentavas de desgrudar o caramelo da gengiva, a passadinha pretensamente discreta sobre os dentes depois da refeição e um ou outro desaforo infantil em que a língua é o silencioso e inquestionável instrumento do insulto. Resta a fala que dela se desenrola, claro, e resta o beijo.


Não haveria o beijo se não fosse a língua. Ou melhor, não haveria lascívia se não fosse a língua, assim como todo encontro de duas bocas não seria mais que fraternal sem a lascívia impulsionando nossa língua para fora (e para dentro de um outro ambiente). Eureca! Língua e lascívia são o carro-chefe da engrenagem da paixão.


Porque, quando se apaixonam, tudo o que desejam os mantes é estar dentro do outro. Não me refiro a encaixes anatômicos responsáveis pela perpetuação de nossa espécie, não. É estar "dentro" em tudo quanto for possível para nutrir o sentimento de que não há mais desamparo: no pensamento do outro, em seu sonho, seu desejo e sua lembrança. E, se possível, em sua esperança. Sentir paixão é estar acometido pela necessidade mútua de invasão.


E o beijo de língua é sua maior expressão. É a metáfora do falo e do púbis se encontrando, o gesto invasivo e devorador da união entre dois corpos. O beijo de língua é insano, sedento, gosmento. Propõe a troca de móléculas, a promiscuidade celular, é o fabuloso estopim do desatino.


À medida que o contato entre o casal ultrapassa o escrutínio rumo à heróica realidade, o corpo mucoso e enfastiado se esvai num déjà vu desolador. Abandona a dança histérica das papilas gustativas degustando uma outra língua, e o órgão em riste, antes tão devassador, se recolhe ao universo escuro e prolífero de silêncios e monótona fisiologia. Parece que adormece.


A paixão acaba quando não há mais beijo de língua, quando os ânimos se acalmam numa pálida conquista e este beijo tão lascivo se torna um luxo reservado para as noites de luxúria. O fim (ou o rarear) do beijo melecado pode ser o tão temido fim de um grande amor, ou, talvez, o seu começo. Quem sabe a parcimônia de saliva seja a transição do desespero à real intimidade, o primeiro passo do vício compulsivo e inseguro em direção à intangível cumplicidade.


A paixão acaba, sempre. Talvez dela nasça o amor. Talvez não. O que vale é a tentativa. Que da boca melecada surja um(a) grande companheiro(a), é o que todos mais esperam. E que do beijo sobreviva algo maior que as secreções, também. Paulo Mendes Campos, em sue livro O Amor Acaba, escreveu: "...O amor acaba no desenlace das mãos no cinema, como tentáculos saciados, e elas se movimentam no escuro como dois polvos de solidão; como se as mãos soubessem antes que o amor tinha acabado". Então, depois que já se foram as línguas se enroscando, que fiquem ao menos as mãos unidas no escuro fértil do cinema.


VIP :)

terça-feira, 19 de junho de 2007

O caminho


Não há, na vida de um homem, mais que dois ou três caminhos mágicos. São aqueles que levam a lugares e pessoas especiais, e que se colam como um doce e caloroso adesivo à nossa memória até o fim dos dias. Conhecemos cada pedaço daquele caminho como se fosse um pedaço de nós mesmos e de alguém ou de alguma coisa que amamos. Uma árvore da qual jorra uma sombra generosa em dias tórridos. A fachada de uma casa que nos impressiona pela melancolia conquistada ou pelo esplendor perdido. A subida que nos faz arfar. O cruzamento diante do qual é prudente parar e olhar para os dois lados cuidadosamente. A pintura rude na rua, em geral com um tijolo, na qual as crianças fixam um campinho de futebol que para elas tem a dimensão de um estádio profissional. O velho triste que costuma flanar por ali como que em busca de algo que ficou para trás. O vira-lata branco que gosta de rosnar e assustar os passantes.


cada trecho do caminha está gravado em nós, e é curioso como às vezes podemos lembrá-los em detalhes tanto tempo depois de termos nudado de rota. Uma época que morreu renasce pelos passos imaginários de um caminho que um dia foi de verdade.


As lembranças algumas v ezes nos enternecem. Outras vezes nos arrasam. E há também ocasiôes em que elas nos despertam um sorriso interior há muito esquecido. De certa forma, elas cumprem o papel de nos lembrar que não desperdiçamos por inteiro a vida. Elas podem também nos fazer recuperar algo que nem sabemos que um dia tivemos.


Um professorzinho de inglês barato a quem o correr dos longos dias fez cínico e descrente, por exemplo. Ele pode lembrar que um dia acreditou nas coisas ao trazer à memória o caminho por onde seu pai, num fusca bege, o levava à escola. Enquanto o carro se movia, ele ao lado do pai sonhava sonhos que se desfariam. mas que importância a realização ou não de um sonho tem para um menino capaz de arregalar os olhos e ver coisas tão lindas pela frente? O professorzinho de inglês barato talvez tenha esquecido que um dia acreditou, e a simples recordação de que nem sempre foi descrente pode aquecê-lo por dentro e lhe devolver alento e, por que não, uma dose de fé ingênua que quem sabe o ajude a atravessar os invernos.


Um mestre zen diz que cada um de nós devia ter por perto uma foto nossa de meninos. E olhar para ela para aprendermos com o garoto que fomos coisas que possam melhorar, suavizar, humanizar o adulto que somos. E então me ocorre o pensamento tolo de que gostaria de transformar numa fotografia o caminho que levava à casa da menina de olhos verdes e pendurá-la, enorme e gloriosa, no céu. A foto comportaria todos os passos que iam dar naquela casa de portão verde de madeira descascada, aquele mesmo portão que um dia o menino apaixonado transpôs para ganhar a rua e não mais voltar, aquele mesmo portão que, aberto, representou a entrada na terra encantada do primeiro amor e ao se fechar, assinalou a chegada do homem que se transformou num professorzinho de inglês barato.


Bem, vou viajar hoje, e aos poucos ou quase nenhum que lêem aqui, volto em breve, se nada de ruim me acontecer no meio do caminho.


VIP :)

domingo, 17 de junho de 2007

O grupo


Sujeito não tem mais tempo pra f azer amizades. É trabalho, é trânsito, é internet, é a TV a cabo com sexytimes, Libertadores da América, shows. Ninguém precisa de companhia quando na TV está Phil Collins reunido com Genesis novamente. Tudo bem, mas vai que o memso sujeito resolve sair, espairecer e vai a um boteco? Arruma amigo? Nem ali. Não se faz amizade na balada. Inimigos, sim. A natureza ensina: a noite é da caça, da sobrevivência. E atrás de qualquer bolso feminino rebolante tem sempre uns três gaviões urubuzando, e dois deles serão eliminados, reality show da madrugada. Mas a questão é maior que a própria mulher: precisamos deles, os "bróders". Alguém pra dizer "te considero (burp)" antes d epedir a saideira. Isso em mente, formulei como seria a composição ideal de um grupo heterôgeneo de pessoas, facilitando a busca para o órfão de camaradagem e otimizando o tempo do solitário.


Comece pelo gordo. Toda turma tem q ter o gordo. Não gordo falso, formado pela preguiça e pela cevada. Gordo, gordo mesmo. De nascença, de rego aparecendo.


Escolha o que jogar futebol. É mais fácil parir um triângulo que roubar a bola do gordo bom de bola. Gordo está sempre de bom humor, é gregário, aglutinador. O resto dos amigos se aproxima naturalmente.


Depois do gordo, o músico. Violão serve, desde que não venha Stairway to Heaven. Eles são tranqüilos, os músicos. Te deixam quieto no canto quando estão tocando e atraem m ulheres. Basta ficar por perto, de olho atento para detectar possobilidades, e ir pro abalroamento. Porém cuide para que esse amigo não seja muito bonito, senão complica pro seu lado. E fiscalize o repertório dele. Renato Russo em doses homeopáticas, Raul nunca.


Que mais? Médico e advogado. Toda turma que se preze tem que ter médioc e advogado. Esses caras fizeram faculdade de verdade, estudaram e sofreram. E arranjaram lá dentro muitos colegas, logo você aumenta seu círculo de amigos em potencial. Sem contar que mais cedo ou mais tarde serão úteis; a vida é cheia de topadas, encontrões e processos. Arranje pelo menos um de cada. Na falta, tente fazer rolo com algum músico que você tenha sobrando. Dois pianistas valem o mesmo que um advogado tributarista; por três clarinetistas e meio se consegue fácil um otorrino por aí. E assim vai. O ideal é que um deles more fora do Brasil. Assim, uma visita eventual vira excelente motivo pra reagrupar a moçada.


Desocupados são importantes. São os que ligam às 3 da tarde do parque, que inveja. Estão sempre dispostos a uma escapada, uma batida de caju no meio do dia, Porém há que ser desocupado profissional - herdeiro endinheirado ou alguém que aproveitou o boom da internet. Senão aflige. Amigo que é amigo fica agoniado ao ver o outro passando necessidade. Ver companheiro em dificuldade e não ajudar dá passagem imediata pro inferno, Dark Master sempre espera por isso.


Finalmente, o mais difícil. Um muçulmano lotado de dólares e carros, e com um harém dos bons, variado e com certificado ISO 9002. Mas não pode ser muçulmano roxo, fanático, xiita. Senão qualquer feriado de Nossa Senhora Aparecida vira debate. Porém atenção: tendo esse amigo muçulmano, esqueça os americanos. Dois amigos que se estranham é fatal: azeda a turma inteira. No popular: gangorra. Um senta, o outro levanta. Chato pacas.


Enfim, eu tenho meus amigos e não troco eles por nada, meus poucos amigos que sabem quem são, mas se você não tem nenhum, siga esse manual prático, beijos aos meus velhos amigos e amigas e bem vindo ao meu círculo de amizade meu novo amigo, :*


VIP :)