Nunca me aventurei em textos com personagens, mas aí vai um. tentem achar a moral da história.
Pela primeira vez ele trocava e-mail com a sogra. Precisava acertar com ela os detalhes da festa surpresa pra celebrar os 30 anos da mulher dele. Leu e releu a mensagem repetidas vezes. Queria se certificar de que não havia erros. Não podia permitir nenhum deslize no português. Claro que não. Era um escritor. A sogra suporia que ele não sabia escrever. Aquele inútil. Só faz isso na vida e ainda faz errado. Um erro no e-mail mostraria fraqueza na única coisa que achavam que ele sabia fazer.
Releu pela quinta vez. Era uma mensagem clara e bem redigida. Curta. Achou que ela ficaria bem impressionada. Aí chegou no final. Caramba! Como terminar? A primeira mensagem havia sido enviada por ela. E ela colocou um bjs no final. Só que ele odiava essa linguagem de internet. Ele escrevia tudo sem abreviaturas. Beijos em vez de bjs. Abraços em venz de abs. Você em vez de vc. Mas escrever beijos no e-mail à sogra era demais. Ele estaria dando... beijos nela. Enviando beijos a ela. Imaginou-se beijando-a repetidas vezes. Arhg! Afastou a cena para longe.
Pensou bem. Bjs era muito mais apropriado. Bjs era apenas um final amistoso num e-mail entre pessoas que precisam ser amistosas. Bjs não são beijos. Ele não estaria dando beijos na sogra se escrevesse bjs. Bjs é impessoal. Não estala no rosto. Não tem biquinho nem baba. Muito menos língua. Bjs é a solução.
Outra saída seria apenas subscrever o e-mail. Colocar na úçtima linha o seu primeiro nome seguido de um ponto. Mas isso poderia soar meio rude. Afinal ela enviou bjs a ela. Decidiu ligar para um amigo. Pedir uma opinião. O amigo estava no escritório e começou a rir às gargalhadas com um problema tão patético. O amigo jamais compreenderia. Nem sogra ele tinha. Era solteiro. O escritor tentou explicar. Imagine uma gerente de outro departamento aí na sua empresa. Vocês estão tratando de negócios por e-mail. Você quase nunca fala com ela. Mal a conhece. Então você apenas escreve obrigado e põe o seu nome no final dos seus e-mails. Simples. Mas se você fala de vez em quando com ela é diferente. Vocês não são amigos. Porém se falam ao menos uma vez por semana. Por telefone ou por e-mail. Assuntos profissionais. Então o apropriado é escrever bjs no final. Beijos seriam inapropriados. Entendeu? O amigo não falou nada. Mas se deu conta de que também ele inconscientemente agia assim. Só não admitiu. Então coloque bjs para sua sogra. Já que o problema é esse. Puta problema besta. E eu agora preciso desligar. Tchau.
Pensou: escrever bjs consegue ser melhor até que usar somente bj. Porque bj é mais palpável. Significa um beijo. Mesmo abreviado. Já bjs é infefinido. Incontável. Não se pode dar bjs numa pessoa. Ninguém pensa nisso. Era a melhor solução. Então porque ele não a adotava logo? Bem, tinha seus impedimentos. Sempre discursou contra as abreviaturas. Agora como ele teria coragem de colocar bjs num e-mail seu? Ficou ali minutos intermináveis sem achar uma saída. Já estava impaciente. Levantou da cadeira. Foi até a janela. Voltou e se sentou. Acendeu um cigarro. Começou a escrever vários finais para ver se um se encaixava. Quase todos esdrúxulos. Atenciosamente. Até mais ver. Agradecido.
Ficou mais inquieto ainda. Pegou outro cigarro. Começou a escrever uns finais absurdos e ofensivos. Do nada. Sem o menor motivo. Do tipo vá se fuder. Pau no seu cu. Escrevia e apagava. Pega no meu pau. Escrevia e apagava. Velha de merda. Escrevia e apagava. Até que sem querer resvalou o mouse no send depois de escrever e antes de apagar beijos no seu corpo todo.
Moral da história...... comente
domingo, 11 de julho de 2010
quinta-feira, 3 de junho de 2010
O Rock errou?
Fico procurando culpados por esa geração de molóides que passa o dia em frente ao computador deixando a bunda crescer e a barriga estufar pra fora da calça. Sim, estou falando dos nerds (ou geeks, como são chamados agora). Dos seus cabelos oleosos. De sua pele idem. De sua imensa preguiça para qualquer coisa que não seja tecnologia ou comida em domicílio.
Quem levou esses pobres coitados a tal situação? Se eu for pelo caminho mais fácil, direi que tudo começou com a televisão. Pais ocupados demais, o dia todo fora, crianças à mercê da babá eletrônica... Bingo. Também poderia culpar o computador, a internet, o palmtop... Sei lá.
Mas prefiro culpar o rock and roll. Foi o rock quem primeiro glamourizou a inércia. Foi o rock quem inventou que odiar o dia e ter olheiras é que era cool. Foi o rock que começou a sugerir como modelos para a juventude pessoas largadonas no sofá, fumando, bebendo e sendo aduladas pelas fãs, tratadas a pão-de-ló como garotos mimados. Putz, e isso não é o máximo? Eu também costumava pensar assim, confesso.
Só que, reparando bem, subliminarmente, o rock funcionou como o mais eficaz veículo para a transmissão da mensagem burra de que o legal na vida é fcar doidão, pálido, com a saúde fodida e se possível morrer logo. Como se a melhor parte do rock não fosse a música em si, mas sim a falta de cuidado com o próprio corpo.
Você pode estar pensando que eu vou fazer um discurso careta contra o rock. Não, adoro rock. Principalmente prog rock e hard rock. Mas não é esse o ponto.
O ponto é que o rock sempre esteve ligado a comportamentos pouco saudáveis - para dizer o mínimo -, e tenho cá minhas dúvidas se a genialidade das músicas foi mesmo resultado desses excessos, como alguns chegam a defender. É óbvio que a rebeldia faz parte do rock and roll. Não seguir os padrões vigentes; vociferar contra o establishment; odiar o governo e a polícia. Detonar o corpo? Que que tem a ver uma coisa com a outra?
A verdade é que esse comportamento autodestrutivo já era, só não vê quem não quer. É cafona. Repare nos roqueiros que não morreram de overdose: tá todo mundo arrependidão, tentando salvar o que sobrou do resto do corpo deles, apelando pra bronzeados artificiais, malhando feito condenados como não fizeram a vida inteira (isso sem falar nas plásticas, lipoaspirações e implantes de cabelo). Taí o Iggy Pop que não me deixa mentir.
Ou então continuam supermalucões - e superdacadentes como o Ozzy Osbourne, que só vive bolado de calmante. E o que dizer do Keith Richards, que cheirou as cinzas do pai? Crianças, não façam isso em casa...
O mais engraçado é que o cara tido como pai do rock, Chuck Berry, está vivo e bem aos 80 e sei lá quantos anos. Duo risada quando leio que a coisa que ele considera mais importante na vida é a saúde! Pesquiso e vejo que Chuck foi preso algumas vezes em sua longa carreira por seus problemas com... mulheres! Safadinho.
Gostaria de poder ser influente como um rockstar para dizer pra todo mundo: deixe esse computador de lado, mova esse traseiro gordo, saia pra dar uma volta pelo bairro, estique as pernas. Tome um pouco de sol nesse corpo branquelo Edward. Vá jogar bola. Ande de bicicleta. nade. É bom também para a cabeça, sabia? Ou pelo menos faça como o velho Chuck: vá transar!
Sexo só faz bem. Drogas? nops. Rock and Roll? Mais no ipod e menos em seu estilo de vida.
Quem levou esses pobres coitados a tal situação? Se eu for pelo caminho mais fácil, direi que tudo começou com a televisão. Pais ocupados demais, o dia todo fora, crianças à mercê da babá eletrônica... Bingo. Também poderia culpar o computador, a internet, o palmtop... Sei lá.
Mas prefiro culpar o rock and roll. Foi o rock quem primeiro glamourizou a inércia. Foi o rock quem inventou que odiar o dia e ter olheiras é que era cool. Foi o rock que começou a sugerir como modelos para a juventude pessoas largadonas no sofá, fumando, bebendo e sendo aduladas pelas fãs, tratadas a pão-de-ló como garotos mimados. Putz, e isso não é o máximo? Eu também costumava pensar assim, confesso.
Só que, reparando bem, subliminarmente, o rock funcionou como o mais eficaz veículo para a transmissão da mensagem burra de que o legal na vida é fcar doidão, pálido, com a saúde fodida e se possível morrer logo. Como se a melhor parte do rock não fosse a música em si, mas sim a falta de cuidado com o próprio corpo.
Você pode estar pensando que eu vou fazer um discurso careta contra o rock. Não, adoro rock. Principalmente prog rock e hard rock. Mas não é esse o ponto.
O ponto é que o rock sempre esteve ligado a comportamentos pouco saudáveis - para dizer o mínimo -, e tenho cá minhas dúvidas se a genialidade das músicas foi mesmo resultado desses excessos, como alguns chegam a defender. É óbvio que a rebeldia faz parte do rock and roll. Não seguir os padrões vigentes; vociferar contra o establishment; odiar o governo e a polícia. Detonar o corpo? Que que tem a ver uma coisa com a outra?
A verdade é que esse comportamento autodestrutivo já era, só não vê quem não quer. É cafona. Repare nos roqueiros que não morreram de overdose: tá todo mundo arrependidão, tentando salvar o que sobrou do resto do corpo deles, apelando pra bronzeados artificiais, malhando feito condenados como não fizeram a vida inteira (isso sem falar nas plásticas, lipoaspirações e implantes de cabelo). Taí o Iggy Pop que não me deixa mentir.
Ou então continuam supermalucões - e superdacadentes como o Ozzy Osbourne, que só vive bolado de calmante. E o que dizer do Keith Richards, que cheirou as cinzas do pai? Crianças, não façam isso em casa...
O mais engraçado é que o cara tido como pai do rock, Chuck Berry, está vivo e bem aos 80 e sei lá quantos anos. Duo risada quando leio que a coisa que ele considera mais importante na vida é a saúde! Pesquiso e vejo que Chuck foi preso algumas vezes em sua longa carreira por seus problemas com... mulheres! Safadinho.
Gostaria de poder ser influente como um rockstar para dizer pra todo mundo: deixe esse computador de lado, mova esse traseiro gordo, saia pra dar uma volta pelo bairro, estique as pernas. Tome um pouco de sol nesse corpo branquelo Edward. Vá jogar bola. Ande de bicicleta. nade. É bom também para a cabeça, sabia? Ou pelo menos faça como o velho Chuck: vá transar!
Sexo só faz bem. Drogas? nops. Rock and Roll? Mais no ipod e menos em seu estilo de vida.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
...Memórias Póstumas de MuMu
Alguma vez na sua vida, por mais rápido ou mínimo que seja, você já paropu pra pensar em como vai envelhecer? Se vai ficar doente ou sozinho, se vai ser feliz e ter uma família. Você já teve medo de morrer?
Ultimamente tenho pensado nisso, em como tudo ficaria se eu morresse, se eu iria sofrer ou seria algo rápido, e olha, eu descobri que tenho medo pra CARALHO! Desculpe pelo palavriado, mas é sério. Fico pensando em tanta coisa que eu tenho pra viver, tanta coisa que eu não fiz, tanta coisa que eu queria falar, que eu queria ouvir, tantas pessoas que eu ainda tenho pra conhecer. Eu ainda não tenho certeza se todas as pessoas que eu gosto também gostam de mim igual dizem, e partir pro outro plano sem ter essa certeza me faz perder noites de sono.
E depois que eu fosse? Será que eu realmente ia ficar no céu cheio de anjas hot, dançando semi nuas ao meu redor? Talvez ia ficar vendo corpos caírem no inferno como saco de batatas sendo despejados. mas não acho que eu tenha sido uma pessoa ruim, muito pelo contrário, então com certeza não vou pro inferno, sorry devil!
Mas o que eu realmente acho é que acabou, escuro total, breu, fim, pronto! Somos devorados por vermes e é isso. Uma vida que a gente luta´pra tentar tirar o melhor dela (não sei se fiz meu máximo ainda) simplesmente se vai sem termos o prazer da segunda chance, de aprender com os erros, de pedir desculpa a quem se deve, ou de falar que se ama a quem se deve, coisas tão simples, que quando são sinceras fazem uma diferença enorme tanto pra quem escuta, como pra quem fala.
Como ultimamente tenho tido esses pensamentos, estou vagarosamente tentando fazer isso, nunca se sabe quanto tempo temos por aqui. Não estou tentando me redimir, ou buscar salvação com São Pedro, simplesmente estou fazendo o que eu acho que eu devo fazer, antes que seja tarde.
Ultimamente tenho pensado nisso, em como tudo ficaria se eu morresse, se eu iria sofrer ou seria algo rápido, e olha, eu descobri que tenho medo pra CARALHO! Desculpe pelo palavriado, mas é sério. Fico pensando em tanta coisa que eu tenho pra viver, tanta coisa que eu não fiz, tanta coisa que eu queria falar, que eu queria ouvir, tantas pessoas que eu ainda tenho pra conhecer. Eu ainda não tenho certeza se todas as pessoas que eu gosto também gostam de mim igual dizem, e partir pro outro plano sem ter essa certeza me faz perder noites de sono.
E depois que eu fosse? Será que eu realmente ia ficar no céu cheio de anjas hot, dançando semi nuas ao meu redor? Talvez ia ficar vendo corpos caírem no inferno como saco de batatas sendo despejados. mas não acho que eu tenha sido uma pessoa ruim, muito pelo contrário, então com certeza não vou pro inferno, sorry devil!
Mas o que eu realmente acho é que acabou, escuro total, breu, fim, pronto! Somos devorados por vermes e é isso. Uma vida que a gente luta´pra tentar tirar o melhor dela (não sei se fiz meu máximo ainda) simplesmente se vai sem termos o prazer da segunda chance, de aprender com os erros, de pedir desculpa a quem se deve, ou de falar que se ama a quem se deve, coisas tão simples, que quando são sinceras fazem uma diferença enorme tanto pra quem escuta, como pra quem fala.
Como ultimamente tenho tido esses pensamentos, estou vagarosamente tentando fazer isso, nunca se sabe quanto tempo temos por aqui. Não estou tentando me redimir, ou buscar salvação com São Pedro, simplesmente estou fazendo o que eu acho que eu devo fazer, antes que seja tarde.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
O fim do amor platônico
Quando eu tinha 13 anos, eu era secretamente apaixonado por uma garota do colégio. Eu não sabia nada a respeito dela. E claro que queria saber tudo. Tudo parecia importante. O filme que ela mais gostava. O número do seu telefone. O CEP. Qualquer coisa minimamene relacionada à vida dela parecia mais importante do que qualquer coisa relacionada à minha própria vida.
Mas eu era tímido. E ela era linda. E a distância, eu não tinha como descobrir nada. Mas um dia surgiu uma oportunidade. O colégio instalou caixas de som no pátio para tocar música durante os intervalos e pediu aos alunos que preenchessem um formulário com suas músicas prediletas. Era minha chane de descobrir o gosto dela. Gosto é uma coisa importante. Importantíssima. Entrei escondido na sala onde ficavam os formulários. Era uma escola onde tinham uns 400 alunos. Mais de 400 formulários. Olhei um por um, na penumbra, suando frio. Mas o dela não estava lá. Descobri, depois, que ela tinha faltado e não tinha preenchido formulário nenhum. Foi meu primeiro amor platônico. Durou vários meses. 15 anos atrás.
Hoje tudo seria mais fácil. Hoje tem Google. Tem Orkut. Facebook. MySpace. Twitter. E agora, mais recentemente, Formspring (para quem ainda não sabe, Formspring é a mais nova modinha da internet, um site em que as pessoas fazem perguntas anonimamente umas às outras). Ou seja: hoje em dia um moleque tem como descobrir basicamente tudo sobre uma garota. Sabe quando ela acoda (está lá o bom dia no Twitter), onde ela foi nas férias (fotos no Facebook), o queela acha que o mundo devia fazer para conter o aquecimento global (tá lá a foto do Al Gore no blog). Se existissem essas coisas na minha época, eu... bem, eu teria deixado de gstar daquela garota. Meu amor não teria durado dois dias. Talvez nem duas horas. É óbvio. Elementar. O amor platônico precisa de distância, precisa de idealização. Amor platônico não combina com realidade. É como meia roxa com terno preto. Ou com qualquer terno. Ou com qualquer roupa. Simplesemente não combina.
Hoje em dia, o molequinho apaixonado tem que encarar o fato de que sua amada escreve coisas como "atoooooooron o Cauã Reymond!" (atoron significa adoro em linguagem de internet; Cauã Reymond eu não sei). Tem que encarar o fato de que ela ri com kkkkkkkk ou com aschuaschuaahua (o que aconteceu com o bom e velho hahaha, meu Deus do céu?). Tem que encarar o fato de que ela venera filmes cretinos, ouve música insuportável e participa de comunidades como "Por onde passo causo, por onde fiko arrazo". Tudo isso SEM sexo.
É claro que amor platônico nenhum pode sobreviver assim. Acabou. Já era. Nunca mais. Eu fico imaginando esse moleque, soterrado pelos fatos, destruído. acabado, tentando preservar pelo enos uma migalha do seu amor: ele entra no Formspring e pergunta, desesperado: não dá pra você ficar quieta não? E a resposta tão terrível quanto inevitável: naummmmm!
PS: se leu fica a vontade pra comentar :x
Mas eu era tímido. E ela era linda. E a distância, eu não tinha como descobrir nada. Mas um dia surgiu uma oportunidade. O colégio instalou caixas de som no pátio para tocar música durante os intervalos e pediu aos alunos que preenchessem um formulário com suas músicas prediletas. Era minha chane de descobrir o gosto dela. Gosto é uma coisa importante. Importantíssima. Entrei escondido na sala onde ficavam os formulários. Era uma escola onde tinham uns 400 alunos. Mais de 400 formulários. Olhei um por um, na penumbra, suando frio. Mas o dela não estava lá. Descobri, depois, que ela tinha faltado e não tinha preenchido formulário nenhum. Foi meu primeiro amor platônico. Durou vários meses. 15 anos atrás.
Hoje tudo seria mais fácil. Hoje tem Google. Tem Orkut. Facebook. MySpace. Twitter. E agora, mais recentemente, Formspring (para quem ainda não sabe, Formspring é a mais nova modinha da internet, um site em que as pessoas fazem perguntas anonimamente umas às outras). Ou seja: hoje em dia um moleque tem como descobrir basicamente tudo sobre uma garota. Sabe quando ela acoda (está lá o bom dia no Twitter), onde ela foi nas férias (fotos no Facebook), o queela acha que o mundo devia fazer para conter o aquecimento global (tá lá a foto do Al Gore no blog). Se existissem essas coisas na minha época, eu... bem, eu teria deixado de gstar daquela garota. Meu amor não teria durado dois dias. Talvez nem duas horas. É óbvio. Elementar. O amor platônico precisa de distância, precisa de idealização. Amor platônico não combina com realidade. É como meia roxa com terno preto. Ou com qualquer terno. Ou com qualquer roupa. Simplesemente não combina.
Hoje em dia, o molequinho apaixonado tem que encarar o fato de que sua amada escreve coisas como "atoooooooron o Cauã Reymond!" (atoron significa adoro em linguagem de internet; Cauã Reymond eu não sei). Tem que encarar o fato de que ela ri com kkkkkkkk ou com aschuaschuaahua (o que aconteceu com o bom e velho hahaha, meu Deus do céu?). Tem que encarar o fato de que ela venera filmes cretinos, ouve música insuportável e participa de comunidades como "Por onde passo causo, por onde fiko arrazo". Tudo isso SEM sexo.
É claro que amor platônico nenhum pode sobreviver assim. Acabou. Já era. Nunca mais. Eu fico imaginando esse moleque, soterrado pelos fatos, destruído. acabado, tentando preservar pelo enos uma migalha do seu amor: ele entra no Formspring e pergunta, desesperado: não dá pra você ficar quieta não? E a resposta tão terrível quanto inevitável: naummmmm!
PS: se leu fica a vontade pra comentar :x
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Deixei meu mundo me moldar... Já fui ingênuo, já fui astuto, já fui de tudo que eu pude imaginar. Cada dia é uma página, e naturalmente algumas ficam na memória e outras nem mesmo prendem a atenção. Penso sobre os momentos bons e como sentimos falta de tudo que não temos mais, mas queríamos ter novamente, não só na imaginação. A infância, que me arrepia quando vem à cabeça, porque eu não me preocupava, não sabia sobre muito e só pensava em brincar. O colégio, os primeiros amigos, a descoberta dos maiores laços afetivos, o sensação de ganhar novos irmãos. O ensino médio, os problemas, os desafios e as primeiras conclusões; sentir que você é uma pessoa diferente e ao mesmo tempo tão igual; os melhores amigos que ficaram, as emoções que marcaram, o diploma e o começo da vida real. Sinto saudades do passado, e apenas sinto porque sei que tudo aquilo foi bom. Eu sempre pensei que eu tinha uma vida ruim, sempre carreguei comigo uma grande insatisfação, mas tudo é questão de ponto de vista, e há sempre a chance de mudarmos de opinião. Quantas vezes achei que tudo era injusto, mais pra mim do que pra outros; quantas vezes sentei e me entristeci porque eu queria e não podia ter, mesmo que o que eu desejava estivesse bem ali; quantas vezes deixei poucas coisas me abalarem e deixei de ver que sempre havia algum motivo pra sorrir... E não acho que isso foi de tudo tão ruim. Pelo contrário, acho tudo muito válido e necessário, cada detalhe, cada momento, essenciais pra me construir. Sempre achei que tudo era muito difícil, impossível e que eu era incapaz, mas analisando a minha situação e olhando o mundo em que vivo, acho que basta correr atrás. Um homem é aquilo que quer ser, faz aquilo que quer fazer, desde que se permita e não tenha medo. Nem sempre é a hora certa de arriscar, mas oportunidade nunca vai faltar, e durante a vida, há tempo pra aprender, tentar, errar e recomeçar, e o mais importante é saber se planejar.
Não há nada que eu valorize mais do que amizade e família, que representam o ápice do meu potencial de amar. E amizade e família não englobam, no meu caso, dezenas de pessoas, como alguns podem imaginar. As coisas especiais são sempre caracterizadas na individualidade que te faz suspirar. E não há nada melhor do que ter em quem confiar, em quem acreditar; como é divino estar com alguém sabendo que tudo que você precisa este alguém pode te dar. Como é bom, mesmo nos momentos difíceis, saber quem é ideal pra te motivar, te reerguer e te se segurar. Eu não vou superar as barreiras porque sou tão forte quanto um tiro de canhão, mas sim porque esse meu universo é a própria explosão. Não há nada melhor que viver pra fazer bem a quem te faz tão bem que chega ser difícil retornar. Todos os sorrisos, o apoio, o amor, a paixão, o motivo e a dedicação... Tudo aquilo que te manteve em pé, alimentando seu coração.
Ficar mais velho, mais experiente, mais novo ou mais eficaz... Nada seria possível sem as ferramentas que me corrigem, me transformam e me melhoram a cada dia; nada seria possível sem os grandes seres do meu pequeno e apertado universo, aos quais dedico esse espaço como forma de gratidão, por sempre andarem comigo, me darem abrigo, sempre segurando minha mão.
Vocês sempre me mostraram como viver, continuam a me mostrar como viver.
A vida se vai em um piscar de olhos e muito fica pra se dizer, e muito fica sem se fazer, mas se amanhã eu não estiver mais aqui, que ao menos essa seja a minha chance de vos agradecer.
Sempre estarei aqui pra vocês, como vocês estiveram aqui pra mim, e sempre estarão.
Vocês não me magoam, não me decepcionam, não me fazem mal, e terão sempre a minha compreensão, o meu apoio e a minha aprovação. Sei que não sou o melhor que poderia, mas é por vocês que busco a evolução.
Nada teria sentido sem vocês; seja o anãozinho, os gêmeos, o hippie magrelo, o gigante, o gordo drogado, os belo horizontinos, o on line, o novo papai que tá chegando ae e tantos outros....
Vocês são minha vida, meu presente, meu futuro... e sempre serão.
Não há nada que eu valorize mais do que amizade e família, que representam o ápice do meu potencial de amar. E amizade e família não englobam, no meu caso, dezenas de pessoas, como alguns podem imaginar. As coisas especiais são sempre caracterizadas na individualidade que te faz suspirar. E não há nada melhor do que ter em quem confiar, em quem acreditar; como é divino estar com alguém sabendo que tudo que você precisa este alguém pode te dar. Como é bom, mesmo nos momentos difíceis, saber quem é ideal pra te motivar, te reerguer e te se segurar. Eu não vou superar as barreiras porque sou tão forte quanto um tiro de canhão, mas sim porque esse meu universo é a própria explosão. Não há nada melhor que viver pra fazer bem a quem te faz tão bem que chega ser difícil retornar. Todos os sorrisos, o apoio, o amor, a paixão, o motivo e a dedicação... Tudo aquilo que te manteve em pé, alimentando seu coração.
Ficar mais velho, mais experiente, mais novo ou mais eficaz... Nada seria possível sem as ferramentas que me corrigem, me transformam e me melhoram a cada dia; nada seria possível sem os grandes seres do meu pequeno e apertado universo, aos quais dedico esse espaço como forma de gratidão, por sempre andarem comigo, me darem abrigo, sempre segurando minha mão.
Vocês sempre me mostraram como viver, continuam a me mostrar como viver.
A vida se vai em um piscar de olhos e muito fica pra se dizer, e muito fica sem se fazer, mas se amanhã eu não estiver mais aqui, que ao menos essa seja a minha chance de vos agradecer.
Sempre estarei aqui pra vocês, como vocês estiveram aqui pra mim, e sempre estarão.
Vocês não me magoam, não me decepcionam, não me fazem mal, e terão sempre a minha compreensão, o meu apoio e a minha aprovação. Sei que não sou o melhor que poderia, mas é por vocês que busco a evolução.
Nada teria sentido sem vocês; seja o anãozinho, os gêmeos, o hippie magrelo, o gigante, o gordo drogado, os belo horizontinos, o on line, o novo papai que tá chegando ae e tantos outros....
Vocês são minha vida, meu presente, meu futuro... e sempre serão.
By Vinni
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
A verdadeira aventura de ser homem
Se ao ler o título acima você pensou em atravessar o país num 4 x 4, pular de paraquedas ou escalar o Everest, errou. Entenda porque os nerds estão muito mais próximos da essência do macho do que os ditos destemidos.
Ter nascido homem é uma aventura, ou a oportunidade para uma aventura. Ter nascido mulher sei lá o que é, pergunte para uma mulher. (A julgar pelos filmes de mulheres, envolve ficar numa mesa de cozinha com outras mulheres, falando sobre doenças terminais.) Mas ser homem é ter o desejo de viver uma aventura, de algum modo. Me refiro a aaventura no sentido mais primitivo. Não a versão aguada de aventura que nos empurram quando crescemos: a aventura de ser bom pai, a aventura de comer brócolis. Não, me refiro à visão infatil de aventura: exploração espacial ou ártica, nativos correndo atrás de você com zarabatanas.
A essência mesmo de ser homem é desejar essas coisas. Se você tem um nível saudável de testosterona, acredite, você quer que um membro de uma sociedade secreta esteja neste momento escalando o exterior do seu prédio com a intenção de matá-lo com uma adaga malaia.
Mas é claro que a vida real é famosamente desprovida dessas coisas. Aquilo que geralmente chamamos de aventura ou são tentativas retóricas de provar que a vida adulta não é tão chata assim (tipo "a aventura de criar uma família") ou é, na maior parte das vezes, a organização de esforços repetitivos e pequenas inconveniências: rali, por exemplo, é dirigir na lama, tirar carros da lama e basicamente fazer força na lama; alpinismo é dormir na chuva e ficar uns dias sem ver TV, e assim por diante. É talvez o mais próximo de uma aventura que você pode viver na Terra, mas qualquer homem com testosterona sabe que não é o suficiente.
Donde a minha tese na qual acredito piamente, de que os nerds são os Últimos Machos de Verdadena face da Terra. Sim, os nerds - sei que não parecem, mas é fácil provar. Não há, como eu disse, aventura real para ser vivida na Terra. Ser homem, no entanto, é desejar viver uma aventura. Outros homens podem ter uma aparência mais viril, mas se contentam com uma vida sem aventuras, ou com imitações baratas de aventura do tipo bungee jumping.
Só o nerd deseja tanto viver uma aventura de verdade que permite que esse desejo domine toda a sua vida, sendo incapaz de ter uma conversa normal sem fazer menções às aventuras de Tolkien, de Jornada nas Estrelas, de um videogame. Ele vive mentalmente nesse mundo de aventuras, e se esforça para trazer essa aventura até este mundo aqui, usando roupas ridículas de Gandalf e falando em Klingon com a garçonete do T.G.I. Friday's. Que Deus o guarde: é o último homem na terra que se recusa a abandonar a aventura por uma vida de papelada, normalidade e busca por dinheiro.
Ter nascido homem é uma aventura, ou a oportunidade para uma aventura. Ter nascido mulher sei lá o que é, pergunte para uma mulher. (A julgar pelos filmes de mulheres, envolve ficar numa mesa de cozinha com outras mulheres, falando sobre doenças terminais.) Mas ser homem é ter o desejo de viver uma aventura, de algum modo. Me refiro a aaventura no sentido mais primitivo. Não a versão aguada de aventura que nos empurram quando crescemos: a aventura de ser bom pai, a aventura de comer brócolis. Não, me refiro à visão infatil de aventura: exploração espacial ou ártica, nativos correndo atrás de você com zarabatanas.
A essência mesmo de ser homem é desejar essas coisas. Se você tem um nível saudável de testosterona, acredite, você quer que um membro de uma sociedade secreta esteja neste momento escalando o exterior do seu prédio com a intenção de matá-lo com uma adaga malaia.
Mas é claro que a vida real é famosamente desprovida dessas coisas. Aquilo que geralmente chamamos de aventura ou são tentativas retóricas de provar que a vida adulta não é tão chata assim (tipo "a aventura de criar uma família") ou é, na maior parte das vezes, a organização de esforços repetitivos e pequenas inconveniências: rali, por exemplo, é dirigir na lama, tirar carros da lama e basicamente fazer força na lama; alpinismo é dormir na chuva e ficar uns dias sem ver TV, e assim por diante. É talvez o mais próximo de uma aventura que você pode viver na Terra, mas qualquer homem com testosterona sabe que não é o suficiente.
Donde a minha tese na qual acredito piamente, de que os nerds são os Últimos Machos de Verdadena face da Terra. Sim, os nerds - sei que não parecem, mas é fácil provar. Não há, como eu disse, aventura real para ser vivida na Terra. Ser homem, no entanto, é desejar viver uma aventura. Outros homens podem ter uma aparência mais viril, mas se contentam com uma vida sem aventuras, ou com imitações baratas de aventura do tipo bungee jumping.
Só o nerd deseja tanto viver uma aventura de verdade que permite que esse desejo domine toda a sua vida, sendo incapaz de ter uma conversa normal sem fazer menções às aventuras de Tolkien, de Jornada nas Estrelas, de um videogame. Ele vive mentalmente nesse mundo de aventuras, e se esforça para trazer essa aventura até este mundo aqui, usando roupas ridículas de Gandalf e falando em Klingon com a garçonete do T.G.I. Friday's. Que Deus o guarde: é o último homem na terra que se recusa a abandonar a aventura por uma vida de papelada, normalidade e busca por dinheiro.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
O antes e o depois
Bem, cá estou eu novamente desenhando essas linhas mal escritas (isso se chama liberdade poética, sempre quis usá-la :x uhAUHahuAUHUa). Não sabia bem sobre o que escrever, só sabia que queria escrever, e comecei a pensar em alguma coisa, mas nada me vinha a cabeça, como diz uma música de uma banda por ae que eu nem gosto "Olhando pra baixo, nada vem a mente, ache o lugar, transforme a água em vinho". Então que eu pnsei em como eu mudei de um tempo pra cá, mudanças nem sempre são ruins como tods sabem, e eu acho que eu mudei pra melho, bem melhor, pelo menos comigo mesmo.
Na vida da gente muitas pessoas passam, encontros ao acaso, amizades momentâneas, namoros falidos ou não, sexo casual, etc. A gente só tem que saber tirar disso tudo o que vale a pena, e quem vale a pena. E como a gente pode saber quem vale a pena? Pense em quem ajudou a mudar sua vida, pra melhor claro. Que seja uma mudança mínima, talvez te ensinou a gostar de peixe, talvez te fez ver que sorrir é legal, ou que um abraço faz bem. Essas pessoas valem ser lembradas e guardadas, e valem sua saliva quando você fala delas pros outros, porque é bom se gabar as vezes, sem medo de parecer arrogante ou prepotente, faz bem pro ego.
Voltando agora às minhas mudanças, ao meu ego, eu tneho uma lista de pessoas especiais, todo mundo tem. Pessoas que me fizeram ver que o mato não é tão ruim assim, que um passarinho pode conversar com você, que coca é o líquido dos deuses, que Kiss não é só um bando de cara maquiado, que fumar faz mal à saúde, que academia pode ser legal, que chorar faz bem, que dar presente é melhor que receber, etc.
A essas pessoas muito obrigado, por mudarem minha vida pra melhor, e me mudarem pra melhor, por mais chato, ranzinza, emo, ou qualquer outro adjetivo nem tão bom que eu possa ser, lá no fundo eu estou me sentindo uma pessoa melhor, e isso graças a pessoas melhores que eu.
Obrigado e espero que vocês continuem a fazer parte da minha vida.
PS: No próximo post volto com meus textos machistas :x
Na vida da gente muitas pessoas passam, encontros ao acaso, amizades momentâneas, namoros falidos ou não, sexo casual, etc. A gente só tem que saber tirar disso tudo o que vale a pena, e quem vale a pena. E como a gente pode saber quem vale a pena? Pense em quem ajudou a mudar sua vida, pra melhor claro. Que seja uma mudança mínima, talvez te ensinou a gostar de peixe, talvez te fez ver que sorrir é legal, ou que um abraço faz bem. Essas pessoas valem ser lembradas e guardadas, e valem sua saliva quando você fala delas pros outros, porque é bom se gabar as vezes, sem medo de parecer arrogante ou prepotente, faz bem pro ego.
Voltando agora às minhas mudanças, ao meu ego, eu tneho uma lista de pessoas especiais, todo mundo tem. Pessoas que me fizeram ver que o mato não é tão ruim assim, que um passarinho pode conversar com você, que coca é o líquido dos deuses, que Kiss não é só um bando de cara maquiado, que fumar faz mal à saúde, que academia pode ser legal, que chorar faz bem, que dar presente é melhor que receber, etc.
A essas pessoas muito obrigado, por mudarem minha vida pra melhor, e me mudarem pra melhor, por mais chato, ranzinza, emo, ou qualquer outro adjetivo nem tão bom que eu possa ser, lá no fundo eu estou me sentindo uma pessoa melhor, e isso graças a pessoas melhores que eu.
Obrigado e espero que vocês continuem a fazer parte da minha vida.
PS: No próximo post volto com meus textos machistas :x
Assinar:
Postagens (Atom)