Quando a gente é pequeno e tem uma infância legal, pensa que a vida é a maior moleza, né? Que ser feliz é possível num estalar de dedos... Só muito depois nos damos conta que é mais fácil estar feliz do que ser feliz.
Um dos aspectos que defintivamente atrapalha ser feliz, acho eu, é que colocamos a felicidade num patamar alto demais. Estabelecemos que precisamos o tempo inteiro batalhar duro para chegar à perfeição. E como, obviamente, nunca conseguimos isso, vivemos frustrados.
O que eu proponho é mudar esse patamar: em vez de querer atingir o ápice, que tal passar a se contentar com o... mais ou menos? Parece pouco? Bom, é mais do que menos - e menos é o que mais temos encontrado neste mundo, sinceramente falando.
Comentei a proposta com alguns amigos que ficaram revoltados. "Como assim? Não quero sexo mais ou menos!" , gritou um. "Não quero comida mis ou menos!", revoltou-se outro. "Nem trabalho mais ou menos!", bradou um terceiro.
Gente, a coisa não é tão pontual. Estou falando de alguns ideais que, não sei o porquê, a gente lançou lá na estratosfera. Só o super-homem mesmo para alcançá-lo. Por exemplo: grana. Poxa, será que não dá pra se contentar com um salário mais ou menos, que dá pra pagar as contas e não traz, por outro lado, o estresse que em geral acompanha aquela dinheirama toda no contracheque?
Outro: corpo. Um corpo mais ou menos em forma não é o suficiente pra fazer alguém feliz? Não seria uma maneira de passarmos a aceitar nossos pequenos defeitos? Ou você ainda não reparou no discreto charme da imperfeição?
As pessoas têm problemas com o mais ou menos. Acham mixaria. É um falso dilema, porque muitos dos que nós conhecemos nem nele chegam. "Bem mais ou menos", costuma dizer sobre algo ruim... Como se o over também não fosse tantas vezes péssimo. O ponto fundamental é: por que não aprender a ser feliz com o que já se tem?
A segunda idéia prática desse minimanual é substituir Deus por algo mais paupável. Calma, calma, não estou dizendo para você deixar de ter fé. Ter fé é bom. Remove montanhas, não é assim que se diz?
Mas sinto que é preciso algo mais terra-a-terra para ser usado no cotidiano. Funciona assim: você escolhe uma segunda coisa que sabe fazer além de sua ocupação principal, algo de simples realização, tipo um plano B. Daí, nos momentos que está insegur, quando não sabe se uma nova jogada dará certo, pensa: se tudo der errado, ainda posso fazer aquilo.
A vida é arriscada mesmo. Talvez o segredo esteja em viver em etapas: devíamos começar tendo como meta o mais ou menos, mas sem desprezá-lo uma vez que chegamos lá. Aprendendo a se satisfazer com esse pouco que nem é tão pouco assim, podíamos nos dar o direito de tentar alçar vôos bem mais altos, mas sem o temor da queda, que atrapalha bastante.
domingo, 14 de junho de 2009
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Auto-avaliação
Bem, não sei se vai ser legal, nem se vai dar certo. Mas não custa nada tentar. Dando uma aula hoje, tinha uma redação que pedia para o pessoal falar deles mesmos e depois falar o que eles achavam que os outros pensavam deles, e se essa visão era muito diferente. Pois bem, achei bem interessante, então eu vou falar o que eu acho de mim mesmo, e vou tentar com voluntários claro, pelo menos uns 5, amigos, randoms, qualquer um, mesmo que não me conheça nada, queria saber como eles me vêem. E vamos ver se é muito diferente. E não estou fazendo isso pra ler puxa-saquismos, quero realmente saber como me vêem.
Bem eu me sinto estranho às vezes quando vou pensar sobre mim mesmo. Pensar sobre os outros é muito fácil, é ótimo achar qualidades em amigos, mas achar qualidades em nós mesmos é complicado. Pelo menos pra mim. Vou começar pelos defeitos, que são bem mais fáceis de ser encontrados.
Eu sou em geral uma pessoa muito ranzinza, mau-humorado, aliás, não diria mau-humorado, mas meu humor é meio complicado de se entender, poucos ou ninguém conseguem ler nas entrelinhas, e isso faz com que eu pareça uma pessoa muito séria. Sou muito exagerado com meus sentimentos, quando eu gosto é muito, e isso não é bom, porque a gente se decepciona mais, gosto mais dos outros do que de mim. Sou muito EMO, sim, EMO, faço tempestade em copo d'água. Sou muito introvertido, são poucos os que sabem muito sobre mim e muitos os que não sabem nada ou tentam entender. Sou nervoso, estressado, ancioso. Nossa tanta coisa que eu não sei, vou deixar um pouco pros outros falarem.
Agora coisas boas, parte difícil. Por mais que eu saiba as coisas boas que eu tneho, acho que eu mesmo sair falando soaria um pouco egocêntrico e metido demais. Então não falarei. Fiquem só com as coisas ruins mesmo.
É isso. Então quem quiser se voluntariar ou esperar pelo meu pedido, fique a vontade :*
Bem eu me sinto estranho às vezes quando vou pensar sobre mim mesmo. Pensar sobre os outros é muito fácil, é ótimo achar qualidades em amigos, mas achar qualidades em nós mesmos é complicado. Pelo menos pra mim. Vou começar pelos defeitos, que são bem mais fáceis de ser encontrados.
Eu sou em geral uma pessoa muito ranzinza, mau-humorado, aliás, não diria mau-humorado, mas meu humor é meio complicado de se entender, poucos ou ninguém conseguem ler nas entrelinhas, e isso faz com que eu pareça uma pessoa muito séria. Sou muito exagerado com meus sentimentos, quando eu gosto é muito, e isso não é bom, porque a gente se decepciona mais, gosto mais dos outros do que de mim. Sou muito EMO, sim, EMO, faço tempestade em copo d'água. Sou muito introvertido, são poucos os que sabem muito sobre mim e muitos os que não sabem nada ou tentam entender. Sou nervoso, estressado, ancioso. Nossa tanta coisa que eu não sei, vou deixar um pouco pros outros falarem.
Agora coisas boas, parte difícil. Por mais que eu saiba as coisas boas que eu tneho, acho que eu mesmo sair falando soaria um pouco egocêntrico e metido demais. Então não falarei. Fiquem só com as coisas ruins mesmo.
É isso. Então quem quiser se voluntariar ou esperar pelo meu pedido, fique a vontade :*
sábado, 23 de maio de 2009
Idéias em anexo, sem nexo, com um propósito harmônico... - Título By Julin
Apenas metáforas e pensamentos cotidianos e verdades que provavelmente ninguém, ou muito poucos entenderão.
Está tudo certo conosco. O pensamento que pensa em você. A liberdade livre. Parece filme. Hoje eu vi um casal partindo rumo a escuridão: parece que comiam salada de frutas em qualquer lugar. O que me encanta em você é o seu segredo. nele reside a minha vida agora. Só choro às vezes, comendo sucrilhos. "Meu Deus, como isto é bom!"
Nada de novo no mundo a não ser nós. Hoje você veio aqui e me disse literalmente: "O cérebro em seu seio flui macio e verdadeiro. Mas deixe um desvio acontecer: seria mais fácil você devolver a correnteza aos seus caminhos quando as correntes cortarem as colinas".
Odeio estar sozinho, mas não suporto interrupções. Abro minha janela e vejo, sabese lá o quê. Um esquilo, nunca vi. Com binóculos, menos ainda, nem formigas. "não é possível que no fim o milagre não aconteça." Como eu pensava em você, enquanto você não vinha.
Ninguém sabe de onde vem o vento. E tampouco as sobrancelhas. Dito isso, vamos nos perder. Muito mais razoável, portanto, é abrir espaço para o acaso, o fortuito. Afinal, a vida é gratuita, fortuita. Assim quis Deus. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos. E nos procuramos em vão.
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou. Quando penso em alguém, só penso em você. Nunca tive paciência com os escritores que reclamam do leitor um esforço para compreender o que eles querem dizer. As mais sutis reflexões podem ser expressadas com clareza. A descendência do caos, do mar e do céu. Ela me explicou, eu não ouvi.
Estou inventando uma nova visão do amor. A verdade é que não me lembro mais com o que não me conformo. Fã do oxigênio, arauto da luz, protetor das formigas. A vida é uma seqüência de tragédias com pores-do-sol. E o rio Amazonas com sua perturbadora biodiversidade.
Não sei o que será da Avenida Paulista quando Cronos agarrado em Zeus cuspir sua última pedra. De Ipanema quando Iemanjá e suas nove musas conferirem o divino poder das canções. O próprio comportamento sexual deverá tornar-se pingüim. E assim por diante.
Guardem isto: "Mudar as mentalidades e a vida dos homens". Os seres humanos são apenas uma parte do tecido da vida - dependentes do tecido completo para sua própria existência. Os amigos são como uma linha tão sutil que não notamos as costuras que nos unem. Não podemos ignorar as formigas. Elas são galáxias em si. E por aí vão. Cada animal é um fim em si mesmo - sai perfeito do ventre da natureza e gera filhotes. Eu falo em nome do verde da folha.
A meta é ar puro circulando, rios correndo limpos e desimpedidos, a presença dos pelicanos, águias e baleias em nossas vidas. Salmão e trutas em nossas correntes. Linguagem cristalina e sonhos bons. Outra operação.
Tipo tecido cósmico alinhavado. Não é possível que no fim um milagre não aconteça. Conosco vai tudo bem. Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio pau a bandeira da imaginação.
"Mas MuMu....."
Fim de papo.
Está tudo certo conosco. O pensamento que pensa em você. A liberdade livre. Parece filme. Hoje eu vi um casal partindo rumo a escuridão: parece que comiam salada de frutas em qualquer lugar. O que me encanta em você é o seu segredo. nele reside a minha vida agora. Só choro às vezes, comendo sucrilhos. "Meu Deus, como isto é bom!"
Nada de novo no mundo a não ser nós. Hoje você veio aqui e me disse literalmente: "O cérebro em seu seio flui macio e verdadeiro. Mas deixe um desvio acontecer: seria mais fácil você devolver a correnteza aos seus caminhos quando as correntes cortarem as colinas".
Odeio estar sozinho, mas não suporto interrupções. Abro minha janela e vejo, sabese lá o quê. Um esquilo, nunca vi. Com binóculos, menos ainda, nem formigas. "não é possível que no fim o milagre não aconteça." Como eu pensava em você, enquanto você não vinha.
Ninguém sabe de onde vem o vento. E tampouco as sobrancelhas. Dito isso, vamos nos perder. Muito mais razoável, portanto, é abrir espaço para o acaso, o fortuito. Afinal, a vida é gratuita, fortuita. Assim quis Deus. Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos. E nos procuramos em vão.
Mas nada vai conseguir mudar o que ficou. Quando penso em alguém, só penso em você. Nunca tive paciência com os escritores que reclamam do leitor um esforço para compreender o que eles querem dizer. As mais sutis reflexões podem ser expressadas com clareza. A descendência do caos, do mar e do céu. Ela me explicou, eu não ouvi.
Estou inventando uma nova visão do amor. A verdade é que não me lembro mais com o que não me conformo. Fã do oxigênio, arauto da luz, protetor das formigas. A vida é uma seqüência de tragédias com pores-do-sol. E o rio Amazonas com sua perturbadora biodiversidade.
Não sei o que será da Avenida Paulista quando Cronos agarrado em Zeus cuspir sua última pedra. De Ipanema quando Iemanjá e suas nove musas conferirem o divino poder das canções. O próprio comportamento sexual deverá tornar-se pingüim. E assim por diante.
Guardem isto: "Mudar as mentalidades e a vida dos homens". Os seres humanos são apenas uma parte do tecido da vida - dependentes do tecido completo para sua própria existência. Os amigos são como uma linha tão sutil que não notamos as costuras que nos unem. Não podemos ignorar as formigas. Elas são galáxias em si. E por aí vão. Cada animal é um fim em si mesmo - sai perfeito do ventre da natureza e gera filhotes. Eu falo em nome do verde da folha.
A meta é ar puro circulando, rios correndo limpos e desimpedidos, a presença dos pelicanos, águias e baleias em nossas vidas. Salmão e trutas em nossas correntes. Linguagem cristalina e sonhos bons. Outra operação.
Tipo tecido cósmico alinhavado. Não é possível que no fim um milagre não aconteça. Conosco vai tudo bem. Não é o medo da loucura que nos vai obrigar a hastear a meio pau a bandeira da imaginação.
"Mas MuMu....."
Fim de papo.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Post rápido
Sem nomes, aos que me ajudaram ae sábado, aos que me ligarma pra saber como tava, aos que deixaram de fazer algo por preocupação, é disso que eu vou lembrar sempre, nessas horas que a gente reconhece quem tá mesmo com a gente, vlw demais :*
Fim
Fim
domingo, 10 de maio de 2009
Redescobrimento
Hoje não estou aqui para postar coisas como de costume, hoje por incrível que pareça estou aqui para falar de mim. Então, se seu interesse é apenas em textos de auto-ajuda, procure algo do Alair Ribeiro hoje, e pare de ler por aqui.
Bem, no(s) último(s) meses, muita coisa têm mudado, mais distantes de uns, mais próximos de outros, e fazendo coisas com as quias nunca me imaginei fazendo antes. Ontem eu fui acampar, sim, exatamente isso, quem me conhece de longa data pode estranhar, mas é isso, ACAMPAR, no mato, com bichos, escuro, sem internet, barulho e poluição, cantando Kumbaya e assando marshmallow. Enfim, claro que fui com a idéia pre-concebida na cabeça. Mato, uma carne mal feita, um frio glacial, e volta pra casa, o que pode existir de graça nisso tudo? Nada.
Mas enfim, me enganei, redondamente. Primeiramente, pessoas fodas, Candidos' Family e Pedrão. Nem tenho como descrever o tanto que parecia que eles queriam que fosse importante pra mim, e foi. Segundo, fiz coisas impensáveis quando se trata de mim. Toquei reggae, nadei na cachoeira a meia noite num frio estonteante, eu também nem acredito ainda, mas enfim, mas mais importante, me redescobri, não sei se essa é a melhor palavra, mas é a única que eu tenho por enquanto, se tiver uma palavra melhor pra isso depois que ler o texto todo, por favor poste nos comentários.
Foram 3 momentos que eu preciso tentar descrever. Primeiro, um primeiro momento onde na verdade bateu uma pequena depressão (novidade), onde eu fiquei no carro a noite pensando em coisas. Pensamentos misturados, flashes antigos, amigos esquecidos, mulheres futuras, mas tudo muito random, nada muito lógico. Mas com certeza foi algo intenso pra mim. lembrei de coisas que eu não sonhava em lembrar. Depois eu conto pra quem quiser saber, PESSOALMENTE.
Segundo, esse foi o momento mais intenso e foda que eu vivi em toda a minha vida, e que como sempre, como todos os momentos fodas, eu não tinha ninguém do meu lado pra compartilhar comigo, não sei se isso é uma sina divina ou algo do gênero, mas sempre foi assim. E esse momento vai ficar comigo e apenas comigo, durante muito tempo, nunca sonhei qua algo de tamanho porte ia acontecer comigo, no meio do mato as 7:30 da manhã. A foto postada foi exatamente logo depois de ter acontecido, ninguém nunca vai entender essa foto, mas eu preciso que ela fique aí. Algo assim, já valeu meu ano todo, e talvez esse tenha sido o momento do redescbrimento, foi muito forte, e com certeza não esquecerei nunca. parafraseando um amigo ae, "eu tenho algo pra contar pros meus netos".
Terceiro, depois desse segundo evento fiquei meio abalado/feliz/estranho/abalado. E fui pra cachoeira sentei lá e fui repensar na vida, pois as visões tinham mudado um pouco. E agora todos os pensamentos da noite anterior, bagunçados ficaram claros, cheguei a muitas conclusões, amigos de verdade, falsos, ex-amigos, interesseiros, os que realmente gostam de você, os que não. Mulheres, ex, novas, futuras, paixões, desespero, brigas, alegrias, sim eu acho que já amei de verdade. Família, brigas, falta de afeto, culpa minha quase sempre, admito, vontade de mudar. Minha vida passou diante dos meus olhos. Literalmente minha vida inteira. Sim, chorei, fiquei alegre, nadei, lavei a alma. Cheguei a conclusão que de tudo que eu já vivi, e foi muito, eu posso tirar algo bom, e hoje eu tirei muita coisa boa, eliminei muita coisa ruim, filtrei o que tinha que ser filtrado e sei lá, uma fase nova, que talvez só eu entenda, começa agora. Quem quiser saber mais sobre, é só perguntar, mas isso não é conversa pra MSN.
GG, Bubu, Gudin, Pedrão. Foi com certeza a experiência mais intensa da minha vida, e vocês conribuiram 100% memso sem saber. Obrigado mesmo :*
Não sei quando eu volto aqui agora \o/
Bem, no(s) último(s) meses, muita coisa têm mudado, mais distantes de uns, mais próximos de outros, e fazendo coisas com as quias nunca me imaginei fazendo antes. Ontem eu fui acampar, sim, exatamente isso, quem me conhece de longa data pode estranhar, mas é isso, ACAMPAR, no mato, com bichos, escuro, sem internet, barulho e poluição, cantando Kumbaya e assando marshmallow. Enfim, claro que fui com a idéia pre-concebida na cabeça. Mato, uma carne mal feita, um frio glacial, e volta pra casa, o que pode existir de graça nisso tudo? Nada.
Mas enfim, me enganei, redondamente. Primeiramente, pessoas fodas, Candidos' Family e Pedrão. Nem tenho como descrever o tanto que parecia que eles queriam que fosse importante pra mim, e foi. Segundo, fiz coisas impensáveis quando se trata de mim. Toquei reggae, nadei na cachoeira a meia noite num frio estonteante, eu também nem acredito ainda, mas enfim, mas mais importante, me redescobri, não sei se essa é a melhor palavra, mas é a única que eu tenho por enquanto, se tiver uma palavra melhor pra isso depois que ler o texto todo, por favor poste nos comentários.
Foram 3 momentos que eu preciso tentar descrever. Primeiro, um primeiro momento onde na verdade bateu uma pequena depressão (novidade), onde eu fiquei no carro a noite pensando em coisas. Pensamentos misturados, flashes antigos, amigos esquecidos, mulheres futuras, mas tudo muito random, nada muito lógico. Mas com certeza foi algo intenso pra mim. lembrei de coisas que eu não sonhava em lembrar. Depois eu conto pra quem quiser saber, PESSOALMENTE.
Segundo, esse foi o momento mais intenso e foda que eu vivi em toda a minha vida, e que como sempre, como todos os momentos fodas, eu não tinha ninguém do meu lado pra compartilhar comigo, não sei se isso é uma sina divina ou algo do gênero, mas sempre foi assim. E esse momento vai ficar comigo e apenas comigo, durante muito tempo, nunca sonhei qua algo de tamanho porte ia acontecer comigo, no meio do mato as 7:30 da manhã. A foto postada foi exatamente logo depois de ter acontecido, ninguém nunca vai entender essa foto, mas eu preciso que ela fique aí. Algo assim, já valeu meu ano todo, e talvez esse tenha sido o momento do redescbrimento, foi muito forte, e com certeza não esquecerei nunca. parafraseando um amigo ae, "eu tenho algo pra contar pros meus netos".
Terceiro, depois desse segundo evento fiquei meio abalado/feliz/estranho/abalado. E fui pra cachoeira sentei lá e fui repensar na vida, pois as visões tinham mudado um pouco. E agora todos os pensamentos da noite anterior, bagunçados ficaram claros, cheguei a muitas conclusões, amigos de verdade, falsos, ex-amigos, interesseiros, os que realmente gostam de você, os que não. Mulheres, ex, novas, futuras, paixões, desespero, brigas, alegrias, sim eu acho que já amei de verdade. Família, brigas, falta de afeto, culpa minha quase sempre, admito, vontade de mudar. Minha vida passou diante dos meus olhos. Literalmente minha vida inteira. Sim, chorei, fiquei alegre, nadei, lavei a alma. Cheguei a conclusão que de tudo que eu já vivi, e foi muito, eu posso tirar algo bom, e hoje eu tirei muita coisa boa, eliminei muita coisa ruim, filtrei o que tinha que ser filtrado e sei lá, uma fase nova, que talvez só eu entenda, começa agora. Quem quiser saber mais sobre, é só perguntar, mas isso não é conversa pra MSN.
GG, Bubu, Gudin, Pedrão. Foi com certeza a experiência mais intensa da minha vida, e vocês conribuiram 100% memso sem saber. Obrigado mesmo :*
Não sei quando eu volto aqui agora \o/
domingo, 3 de maio de 2009
Falaram mal de mim!
Eu tinha brigado com minha primeira namorada. (Pode também ter sido com a segunda. Sempre posso estar enganado. É um direito legítimo de um pseudo escritor barato como eu. balzac não poderia estar enganado. Tolstoi também não. Eu, sim. mas chega de digressão.) Ela, a primeira ou segunda namorada, me dissera coisas que pareceram pesadas. Eu estava arrasado. Meu sábio tio butequeiro notou meu estado de espírito lamentável. me perguntou o que acontecera. Respondi. Basicamente disse que ela achava que eu não valia nada. Que jamais seria alguém na vida. Que era preguiçoso. Que minha ambição era desumanamente pequena. Que por isso meu futuro era menos promissor que o de um chiclete mascado. Tenho que admitir que naquela tempestade de ofensas ela encontrou uma grande tirada, essa do chiclete. Ainda hoje, quando masco um chiclete, me lembro da comparação. De certa forma me vejo ali no chiclete mascado. (O tempo provaria que em muitas coisas ela acertara nos vaticínios sombrios. Mas não quero falar sobre isso aqui.)
Meu tio, com sua voz de Fred Flintstone, me disse que um dia eu entenderia que o importante não é o que as pessoas pensam sobre a gente. Mas o que nós pensamos de nós mesmos. A opinião alheia pesa muito mais sobre nós que nossa própria opinião. É engraçado. É patético. Somos vulneráveis, infantilmente vulneráveis ao que dizem e pensam de nós. Se nos elogiam, exultamos. Se nos criticam, ficamos deprimidos. O que nós mesmos pensamos sobre nós e nossas ações quase não interessa diante da opinião, da voz alheia. E então me ocorre uma conversa posterior do meu tio sobre o mesmo assunto. Sabedoria, quando alguém vem dizer que falaram mal de você, segundo meu tio, é responder que aquela pessoa maledicente não sabe metade dos seus defeitos.
Somos escravos da opinião dos outros. Achamos que eles julgam grande nosso nariz? Pagamos 5 mil reais por uma cirurgia plástica. Achamos que eles não gostam das nossas roupas? Vestimos as roupas que eles gostariam que nós vestíssemos. Achamos que eles só nos respeitarão se tivermos um carro novo e caro? Compramos. Vivemos, por paradoxal que seja, para os outros, não para nós mesmos. Você e sua namorada, por exemplo. Aposto que você, antes de fazer alguma coisa no relacionamento, pensa no que ela vai pensar a respeito de sua atitude. Não no que você vai pensar. Essa atitude de tentar agradar aos outros e esquecer da sua própria opinião .... nem comento.
Claro que não estou advogando o egoísmo. É o oposto. Estou simplesmente dizendo que o importante é que você se respeite, não que os outros o respeitem. E a gente faz coisas horríveis na tentativa desesperada de conquistar o respeito dos outros. Coisas que muitas vezes nos levam a perder o respeito por nós mesmos. (Alguém falou aí em filosofia barata? Mas o que mais poderia se esperar de um pseudo escritor barato? Raciocínios de Platão?) Se estamos acorrentados à voz alheia, sofremos freqüentemente por um reconhecimento que não vem. Isso acontece na vida amorosa. E talvez mais ainda na vida corporativa. E então termino com uma frase que meu tio gosta de citar. Confúcio, se não me engano. (Mas posso... bem, não vou repetir.) Mais ou menos assim: o sábio está demasiadamente empenhado em fazer coisas que lhe trarão reconhecimento para perder tempo esperando por reconhecimento.
fikdik
Meu tio, com sua voz de Fred Flintstone, me disse que um dia eu entenderia que o importante não é o que as pessoas pensam sobre a gente. Mas o que nós pensamos de nós mesmos. A opinião alheia pesa muito mais sobre nós que nossa própria opinião. É engraçado. É patético. Somos vulneráveis, infantilmente vulneráveis ao que dizem e pensam de nós. Se nos elogiam, exultamos. Se nos criticam, ficamos deprimidos. O que nós mesmos pensamos sobre nós e nossas ações quase não interessa diante da opinião, da voz alheia. E então me ocorre uma conversa posterior do meu tio sobre o mesmo assunto. Sabedoria, quando alguém vem dizer que falaram mal de você, segundo meu tio, é responder que aquela pessoa maledicente não sabe metade dos seus defeitos.
Somos escravos da opinião dos outros. Achamos que eles julgam grande nosso nariz? Pagamos 5 mil reais por uma cirurgia plástica. Achamos que eles não gostam das nossas roupas? Vestimos as roupas que eles gostariam que nós vestíssemos. Achamos que eles só nos respeitarão se tivermos um carro novo e caro? Compramos. Vivemos, por paradoxal que seja, para os outros, não para nós mesmos. Você e sua namorada, por exemplo. Aposto que você, antes de fazer alguma coisa no relacionamento, pensa no que ela vai pensar a respeito de sua atitude. Não no que você vai pensar. Essa atitude de tentar agradar aos outros e esquecer da sua própria opinião .... nem comento.
Claro que não estou advogando o egoísmo. É o oposto. Estou simplesmente dizendo que o importante é que você se respeite, não que os outros o respeitem. E a gente faz coisas horríveis na tentativa desesperada de conquistar o respeito dos outros. Coisas que muitas vezes nos levam a perder o respeito por nós mesmos. (Alguém falou aí em filosofia barata? Mas o que mais poderia se esperar de um pseudo escritor barato? Raciocínios de Platão?) Se estamos acorrentados à voz alheia, sofremos freqüentemente por um reconhecimento que não vem. Isso acontece na vida amorosa. E talvez mais ainda na vida corporativa. E então termino com uma frase que meu tio gosta de citar. Confúcio, se não me engano. (Mas posso... bem, não vou repetir.) Mais ou menos assim: o sábio está demasiadamente empenhado em fazer coisas que lhe trarão reconhecimento para perder tempo esperando por reconhecimento.
fikdik
sábado, 25 de abril de 2009
Aqui. Agora

Por mais clichê que possa parecer, leia até o fim :)
Gosto de um pensamento essencial do zen-budismo (alguém me disse que era). Mais ou menos assim: o passado já passou. Não importa mais. Para que ficar pensando nele, para que se atormentar com o que já aconteceu? O futuro ainda não existe. Para que se preocupar ocm ele, se não temos idéia do que será o amanhã? O que há de concreto é o presente. O aqui e agora. Viver concentrado no presente, sem voltar inutilmente a mente para o passado nem encaminhá-la também inutilmente para o futuro, é parte da resposta para quem tenta livrar-se das aflições, ansiedades, amarguras que fazem parte da vida de todos nós.
Acho que esse jeito zen de ser teria muita utilidade na vida romântica. Quanto tempo os casais não perdem em brigas e sofrimentos por causa do passado ou do futuro? Esse tempo desperdiçado poderia e deveria ser desfrutado alegremente se vivêssemos o presente, se nos focássemos em aproveitar o que está aconteecendo aqui e agora. Hoje você me ama e eu amo você, e estamos uito felizes por ser assim. Uma atitude baseada nesses pontos elementares traz felicidade. Mas o que acontece quase sempre é exatamente o oposto. Recriminações e amarguras mútuas por coisas passadas. Preocupações muitas vezes neuróticas com um futuro cuja existência está apenas em nossa cabeça. Então jogamos cruelmente no lixo o que poderiam ser momentos de prazer. E optamos, por força de uma mente que se agita como um cavalo selvagem, pelo sofrimento. Isso não é deliberado. É involuntário. Mas a dor é a mesma.
"O.k., MuMu", você pode perguntar, "mas o que posso fazer para mudar?" Eis uma boa pergunta, para a qual não tenho uma resposta precisa, somente algumas pistas. Uma dessas pistas me sugere que talvez diminuíssemos consideravelmente nossa dor se procurássemos entender que tudo é impermanente. Há um tempo para nascer e outro para morrer. Há um tempo para florescer e outro para decair. Tudo o que se ergue se destrói. Tudo passa. A juventude. O vigor. O cargo.A carreira. Esse blog onde eu digito minhas ridículas opiniões. O amor. Isso é a impermanência. Na tentativa desesperada de deter o que não pode ser detido, sofremos intensamente. E em vão. Tente segurar a água nas mãos. Ela escorrerá, quer você queira ou não. Tente segurar o ritmo da vida. Também não adiantará. Se compreendemos a i mpermanência e, ainda mais que isso, a aceitamos, estamos preparados para viver o aqui e agor ano amor. E em tudo o mais. O amanhã? Quem sabe? E o que interessa? Sobretudo: quem o controla? Se não bastasse tudo isso, ele está tão distante não é? Amanhã você vai estar junto da mulher que tanto ama hoje? Você pode se atormentar com essa dúvida e estragar grandes momentos. Ou pode apenas gozar o presente. Experimentar a eternidade de um instante que se desvanecerá com a rapidez com que uma onda se desfaz ao chegar à beira do mar, mas cujo encanto perdurará num tocante e poético desafio à impermanência. O aqui e agora.
E então olho para o espelho. Vejo quantas coisas perdi, na vida amorosa, por estar preso ao passado e cheio de insegura ansiedade em relação ao futuro. Tantas passagens que poderiam decorar gloriosamente as paredes de minha memória foram manchadas por minha incapacidade de abraçar apenas o presente. Tanta felicidade ao alcance de meus dedos e no entanto a opção cega pela dor, pelo medo, pelo rancor. Sinto uma vontade excruciante de pedir desculpas a quem feri por não conseguir viver o aqui e agora. Eu achava que sabia muito sobre o amor e era um ignorante pretensioso. Ainda sou. Mas você só pode enfrentar a ignorância se reconhecer primeiro que é ignorante. Reconheço. A caminhada é longa e árdua. Exige disciplina, exige esforço da mente, exige concentração. Mas, como dizia meu sábio tio butequeiro do interior, toda jornada começa pelo primeiro passo.
PS.: como eu queria seguir tudo que escrevo :/
PS 2: Idéias para o texto tiradas depois de uma longa e boa conversa com um grande amigo pelas madrugadas da vida. :)
Gosto de um pensamento essencial do zen-budismo (alguém me disse que era). Mais ou menos assim: o passado já passou. Não importa mais. Para que ficar pensando nele, para que se atormentar com o que já aconteceu? O futuro ainda não existe. Para que se preocupar ocm ele, se não temos idéia do que será o amanhã? O que há de concreto é o presente. O aqui e agora. Viver concentrado no presente, sem voltar inutilmente a mente para o passado nem encaminhá-la também inutilmente para o futuro, é parte da resposta para quem tenta livrar-se das aflições, ansiedades, amarguras que fazem parte da vida de todos nós.
Acho que esse jeito zen de ser teria muita utilidade na vida romântica. Quanto tempo os casais não perdem em brigas e sofrimentos por causa do passado ou do futuro? Esse tempo desperdiçado poderia e deveria ser desfrutado alegremente se vivêssemos o presente, se nos focássemos em aproveitar o que está aconteecendo aqui e agora. Hoje você me ama e eu amo você, e estamos uito felizes por ser assim. Uma atitude baseada nesses pontos elementares traz felicidade. Mas o que acontece quase sempre é exatamente o oposto. Recriminações e amarguras mútuas por coisas passadas. Preocupações muitas vezes neuróticas com um futuro cuja existência está apenas em nossa cabeça. Então jogamos cruelmente no lixo o que poderiam ser momentos de prazer. E optamos, por força de uma mente que se agita como um cavalo selvagem, pelo sofrimento. Isso não é deliberado. É involuntário. Mas a dor é a mesma.
"O.k., MuMu", você pode perguntar, "mas o que posso fazer para mudar?" Eis uma boa pergunta, para a qual não tenho uma resposta precisa, somente algumas pistas. Uma dessas pistas me sugere que talvez diminuíssemos consideravelmente nossa dor se procurássemos entender que tudo é impermanente. Há um tempo para nascer e outro para morrer. Há um tempo para florescer e outro para decair. Tudo o que se ergue se destrói. Tudo passa. A juventude. O vigor. O cargo.A carreira. Esse blog onde eu digito minhas ridículas opiniões. O amor. Isso é a impermanência. Na tentativa desesperada de deter o que não pode ser detido, sofremos intensamente. E em vão. Tente segurar a água nas mãos. Ela escorrerá, quer você queira ou não. Tente segurar o ritmo da vida. Também não adiantará. Se compreendemos a i mpermanência e, ainda mais que isso, a aceitamos, estamos preparados para viver o aqui e agor ano amor. E em tudo o mais. O amanhã? Quem sabe? E o que interessa? Sobretudo: quem o controla? Se não bastasse tudo isso, ele está tão distante não é? Amanhã você vai estar junto da mulher que tanto ama hoje? Você pode se atormentar com essa dúvida e estragar grandes momentos. Ou pode apenas gozar o presente. Experimentar a eternidade de um instante que se desvanecerá com a rapidez com que uma onda se desfaz ao chegar à beira do mar, mas cujo encanto perdurará num tocante e poético desafio à impermanência. O aqui e agora.
E então olho para o espelho. Vejo quantas coisas perdi, na vida amorosa, por estar preso ao passado e cheio de insegura ansiedade em relação ao futuro. Tantas passagens que poderiam decorar gloriosamente as paredes de minha memória foram manchadas por minha incapacidade de abraçar apenas o presente. Tanta felicidade ao alcance de meus dedos e no entanto a opção cega pela dor, pelo medo, pelo rancor. Sinto uma vontade excruciante de pedir desculpas a quem feri por não conseguir viver o aqui e agora. Eu achava que sabia muito sobre o amor e era um ignorante pretensioso. Ainda sou. Mas você só pode enfrentar a ignorância se reconhecer primeiro que é ignorante. Reconheço. A caminhada é longa e árdua. Exige disciplina, exige esforço da mente, exige concentração. Mas, como dizia meu sábio tio butequeiro do interior, toda jornada começa pelo primeiro passo.
PS.: como eu queria seguir tudo que escrevo :/
PS 2: Idéias para o texto tiradas depois de uma longa e boa conversa com um grande amigo pelas madrugadas da vida. :)
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